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Artigos Conjur – Dispensa indevida de licitação, por si só, configura ato de improbidade?

ARTIGO

Dispensa indevida de licitação, por si só, configura ato de improbidade?

O artigo aborda a questão da dispensa indevida de licitação e seu relacionamento com a improbidade administrativa, concluindo que tal dispensa, por si só, não caracteriza ato de improbidade. Os autores explicam que é necessário demonstrar dolo específico do agente e dano patrimonial efetivo para que se configure improbidade, sendo insuficiente a mera dispensa sem a intenção de obter benefício. A análise exige uma consideração detalhada das circunstâncias específicas, conforme estipulado pela ...

Luis Henrique Madalena
04 jul. 2024 31 acessos
Dispensa indevida de licitação, por si só, configura ato de improbidade?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão da dispensa indevida de licitação e sua relação com atos de improbidade, começando pela resposta afirmativa de que tal dispensa, por si só, não configura ato de improbidade.

Os autores explicam que a dispensa pode se enquadrar em dois tipos descritos na Lei de Improbidade: o inciso VIII do artigo 10, que considera ato de improbidade a conduta que causa lesão ao erário ao frustrar a licitude de um processo licitatório, sendo necessário demonstrar dolo específico do agente e dano patrimonial efetivo; e o inciso V do artigo 11, que trata da ofensa aos princípios da administração pública, mas que também exige o dolo específico para a configuração do ato.

O texto discorre sobre a importância de demonstrar que houve um prejuízo efetivo ao erário, como superfaturamento ou falta de prestação do serviço, e enfatiza que a mera dispensa sem intenção maliciosa ou demonstração de dano não é suficiente para caracterizar improbidade. Finalmente, conclui-se que a configuração de atos de improbidade exige a presença do dolo específico, que deve ser comprovado além da simples voluntariedade do agente.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos abordados no artigo "Dispensa indevida de licitação, por si só, configura ato de improbidade?", escrito por Bernardo Strobel Guimarães, Caio Augusto Nazário de Souza e Luis Henrique Madalena.

  • Resposta à Questão Inicial: A mera dispensa indevida de licitação não configura, por si só, ato de improbidade.
  • Tipos de Ato de Improbidade: A dispensa indevida pode se enquadrar no inciso VIII do artigo 10 e no inciso V do artigo 11 da Lei de Improbidade Administrativa.
  • Requisitos para Configuração de Improbidade: A análise deve ser individualizada, considerando os requisitos específicos para cada inciso mencionado.
  • Elementos do Inciso VIII do Artigo 10: Dolo específico do agente e dano patrimonial efetivo são necessários para configuração desse ato de improbidade.
  • Conceito de Dano Efetivo: O órgão acusador deve demonstrar que os valores estavam superestimados ou que os serviços não foram prestados para que haja dano ao erário.
  • Inciso V do Artigo 11: A violação não requer a produção de dano efetivo, mas ainda exige a presença do dolo específico do agente.
  • Definição de Dolo Específico: O ato deve ser praticado com a intenção deliberada de obter benefício indevido, diferenciando-se de uma intenção genérica.
  • Voluntariedade vs. Dolo: A simples vontade de agir não equivale a dolo, sendo necessário comprovar que a intenção é específica para a obtenção de proveito indevido.
  • Conclusão do Artigo: A dispensa indevida de licitação não configura ato de improbidade, pois requer tanto dolo específico quanto dano patrimonial ao erário para o inciso VIII, e dolo específico para o inciso V.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Luis Henrique MadalenaAdvogado, doutor em Filosofia e Teoria do Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Atua como professor no IDP e no programa Law Experience da FAE Centro Universitário. Madalena é autor de diversas obras jurídicas, incluindo \"Uma Teoria da Discricionariedade Administrativa\" e coautor de \"A Nova Improbidade Administrativa\". Sua trajetória acadêmica destaca-se pela contribuição ao estudo da discricionariedade administrativa, da improbidade no setor público e, especialmente, da jurisdição constitucional. Ainda, possui intensa e destacada atuação profissional nos Tribunais Superiores, com ênfase no STF e STJ

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