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Artigos Conjur – Tema Repetitivo nº 1.096 do STJ e a questão do dano presumido ao erário

ARTIGO

Tema Repetitivo nº 1.096 do STJ e a questão do dano presumido ao erário

O artigo aborda a controvérsia sobre a necessidade de comprovação efetiva de dano ao erário em casos de improbidade administrativa relacionados à fraude em licitações, à luz do Tema Repetitivo nº 1.096 do STJ. Os autores analisam as mudanças trazidas pela Lei nº 14.230/21, que requer evidência real de prejuízo para a configuração do ato de improbidade e aplicação de sanções. A nova legislação altera a interpretação anterior sobre a presunção de dano, destacando a importância da prova material...

Luis Henrique Madalena
27 jul. 2023 21 acessos
Tema Repetitivo nº 1.096 do STJ e a questão do dano presumido ao erário

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão da caracterização do dano ao erário no contexto da improbidade administrativa, conforme estabelecido no inciso VIII do artigo 10 da Lei nº 8.429/92, que trata da frustração de processos licitatórios e parcerias com entidades sem fins lucrativos.

A análise centra-se na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a possibilidade de presumir danos ao erário em casos de fraudes em licitações, questionando se é suficiente a simples prática de fraudes ou dispensas indevidas para configurar tal dano, mesmo na ausência de prejuízos concretos. Os autores discutem as mudanças introduzidas pela Lei nº 14.230/21, que requer a prova efetiva dos danos para a configuração de atos de improbidade, em oposição à jurisprudência anterior que aceitava a presunção de dano em certas situações. O texto destaca que o novo marco legal condiciona a sanção de ressarcimento à demonstração da ocorrência real de dano ao patrimônio público, refletindo sobre a importância da interpretação do legislador e a implementação de um sistema mais racional e comprobatório no combate à improbidade administrativa.

Por fim, o artigo sugere uma expectativa sobre como a jurisprudência do STJ se adaptará a essas novas exigências legais, enfatizando que a questão vai além da mera interpretação, afetando a autoridade legislativa e a estrutura do combate à improbidade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo sobre o Tema Repetitivo nº 1.096 do STJ e a questão do dano presumido ao erário, escrito por Bernardo Strobel Guimarães, Caio Augusto Nazário de Souza, e Luis Henrique Braga Madalena.

  • Definição de Ato de Improbidade: Discussão sobre o inciso VIII do artigo 10 da Lei nº 8.429/92, que tipifica atos de improbidade relacionados à licitação e à desistência indevida de processos.
  • Presunção de Dano ao Erário: Análise da possibilidade de se presumir um dano ao erário em casos de fraude licitatória, destacando a dúvida se a demonstração de prejuízo efetivo aos cofres públicos é necessária.
  • Efetividade do Dano Pós-Lei nº 14.230/21: Reflexão sobre as modificações trazidas pela nova legislação, que demanda a comprovação de dano efetivo e não mais a presunção de lesão ao erário.
  • Obrigações de Ressarcimento: A necessidade de demonstrar a efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público para a imposição das sanções de ressarcimento, conforme o caput do artigo 12 e inciso I do artigo 21.
  • Jurisprudência Contrária: Exame da jurisprudência anterior do STJ que considerava a dispensa indevida de licitação como dano in re ipsa, em contraste com a nova interpretação trazida pela Lei nº 14.230/21.
  • Implicações da Interpretação Legislativa: Discussão sobre a autoridade do Legislativo e os reflexos da nova leitura da lei no sistema de improbidade administrativa.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Luis Henrique MadalenaAdvogado, doutor em Filosofia e Teoria do Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Atua como professor no IDP e no programa Law Experience da FAE Centro Universitário. Madalena é autor de diversas obras jurídicas, incluindo \"Uma Teoria da Discricionariedade Administrativa\" e coautor de \"A Nova Improbidade Administrativa\". Sua trajetória acadêmica destaca-se pela contribuição ao estudo da discricionariedade administrativa, da improbidade no setor público e, especialmente, da jurisdição constitucional. Ainda, possui intensa e destacada atuação profissional nos Tribunais Superiores, com ênfase no STF e STJ

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