Lei e ordem? O decreto (militarizado) de Temer era pura repressão política!
O artigo aborda a crítica ao Decreto Presidencial de 24 de maio de 2017, que autorizou o uso das Forças Armadas para assegurar a "lei e a ordem" no Brasil, interpretando essa medida como uma manobra de repressão política em vez de um verdadeiro esforço de segurança pública. O autor, Leonardo Marcondes Machado, relaciona a ação às estratégias de controle típicas de regimes autoritários, argumentando que a retórica de garantir a ordem serve para preservar o poder incumbente e silenciar opositor...

O artigo aborda a análise crítica do Decreto Presidencial datado de 24 de maio de 2017, que permitiu o uso das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem no Distrito Federal, interpretando essa ação como uma expressão típica de Estado de Exceção, conforme discutido pelo filósofo Giorgio Agamben.
O texto discute a separação entre democracia e absolutismo e argumenta que o discurso de "garantia da lei e da ordem" serve como uma manobra retórica de caráter repressivo, visando a preservação do governo em meio a crises políticas. Além disso, são abordadas as resistências dos setores da política e segurança pública contra essa militarização como uma forma de repressão política disfarçada. O artigo traça paralelos históricos com o regime militar de 1964 e práticas da Alemanha nazista, enfatizando a adoção de medidas que comprometem direitos humanos e a legalidade.
Finalmente, sugere que a utilização das operações de garantia da lei e da ordem não se destina a uma política de segurança pública, mas sim a uma estratégia para eliminar opositores e preservar interesses de governo, refletindo uma continuidade de práticas autoritárias no contexto brasileiro contemporâneo.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais temas abordados no artigo "Lei e ordem? O decreto (militarizado) de Temer era pura repressão política!" de Leonardo Marcondes Machado.
- Decreto Presidencial de 24 de maio de 2017: Análise do decreto que autorizava o emprego das Forças Armadas no Distrito Federal como uma medida de Estado de Exceção.
- Teoria de Giorgio Agamben: Discussão do conceito de indeterminação entre democracia e absolutismo e a ideia de que a política contemporânea é uma "guerra civil legal".
- Discurso de Garantia da Lei e da Ordem: Crítica ao uso retórico desse discurso como mecanismo para justificar repressão política e manutenção do poder.
- Operação Militarizada: Descrição do recrutamento de militares e fuzileiros navais e sua relação com a repressão a manifestações populares.
- Espaço de Indeterminação: Reflexão sobre como a aplicação da norma se confunde com sua desaplicação, servindo à manutenção do status quo.
- Repressão Política: Enfoque nos efeitos reais do decreto, que visavam obstruir a oposição política e preservar interesses governamentais.
- Relação com o Golpe Militar de 1964: Comparação entre o discurso atual e o utilizado durante o golpe militar, ressaltando a continuidade de práticas autoritárias.
- Estado Nazista e Legalidade Aparente: Análise da suspensão de liberdades individuais e comparação com a ditadura brasileira, evidenciando o uso da legalidade como forma de controle e repressão.
- Críticas às Operações de Garantia da Lei e da Ordem: Debate sobre a real eficácia e os objetivos dessas operações, que em vez de garantir direitos humanos, visam extermínio estratégico de opositores.
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