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Artigos Conjur – Expansionismo punitivo e silenciamento da vítima: crime de ameaça no ‘pacote antifeminicídio’

ARTIGO

Expansionismo punitivo e silenciamento da vítima: crime de ameaça no 'pacote antifeminicídio'

O artigo aborda a questão do papel da vítima no contexto do sistema penal brasileiro, destacando a tendência do expandido punitivismo, que marginaliza a voz das mulheres em situações de violência doméstica. O autor critica a decisão do STF que ignora a vontade das vítimas ao tratar a ação penal como pública incondicionada, evidenciando como essa abordagem pode levar à revitimização e à exclusão da percepção da mulher como protagonista em sua própria defesa. Além disso, discute a recente legis...

Leonardo Marcondes Machado
15 out. 2024 17 acessos 5,0 (1 avaliações)
Expansionismo punitivo e silenciamento da vítima: crime de ameaça no \'pacote antifeminicídio\'
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda o expansionismo punitivo e o silenciamento da vítima no contexto do crime de ameaça inserido no 'pacote antifeminicídio', enfatizando a irrelevância da vítima no sistema de justiça penal.

Discute-se a tendência da justiça penal em priorizar o castigo e a pena em detrimento da proteção e reparação da vítima, refletindo um punitivismo ideológico que desvaloriza a autonomia das mulheres agredidas. A análise inclui o entendimento do STF sobre a iniciativa pública em casos de violência doméstica, que contribui para uma centralidade punitiva, ignorando a voz da vítima e perpetuando sua vulnerabilidade. Examina ainda a crítica à Lei Maria da Penha, que embora traga medidas de proteção, intensifica o poder punitivo e a (re)vitimização da mulher, além de discutir a desconsideração da vontade da vítima em processos penais.

Contextualiza a política criminal e o impacto social das intervenções do Estado, que em nome da proteção, reproduz violência institucional. Também é mencionada a necessidade urgente de alternativas ao sistema penal, respeitando o desejo da mulher por resoluções que não impliquem em punições, destacando a importância do debate sobre o direito da vítima à escolha quanto à persecução criminal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo sobre o crime de ameaça no 'pacote antifeminicídio', escrito por Leonardo Marcondes Machado.

  • Irrelevância da Vítima na Justiça Penal: Discussão sobre como o modelo de justiça penal muitas vezes ignora a dignidade e as necessidades das vítimas, priorizando o foco no castigo.
  • Centralidade Punitiva e Legislação: Análise da decisão do Supremo Tribunal Federal que tornou a ação penal relativa à violência doméstica pública incondicionada, destacando seu impacto no aumento do poder punitivo.
  • Vontade da Vítima e Protagonismo: A crítica à perspectiva de que as mulheres agredidas são consideradas vulneráveis demais para decidir sobre a representação, o que diminui seu papel ativo na justiça.
  • Violência Estatal e (Re)vitimização: Reflexões sobre como a intervenção estatal pode agravar a vitimização da mulher ao ignorar sua vontade em prol de uma suposta proteção.
  • Críticas ao Pacote Antifeminicídio: Avaliação de como o novo pacote legislativo eliminou o direito de representação da vítima mulher em casos de ameaça, tornando-os de iniciativa pública incondicionada.
  • Propostas Alternativas: Chamado à necessidade de discutir formas de resolução de conflitos domésticos além da atuação do sistema penal, respeitando a autonomia da vítima.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Leonardo Marcondes MachadoDoutorando e Mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Pós-graduado em Bases del Razonamiento Probatorio pela Universitat de Girona - Espanha. Professor em cursos de Graduação e Pós-Graduação. Professor da Academia de Polícia Civil de Santa Catarina. Membro Titular do Conselho Estadual dos Direitos Humanos de Santa Catarina. Delegado de Polícia Civil há mais de quinze anos.

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