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Artigos Conjur – Controvérsia em torno da perda da função pública na Lei de Improbidade

ARTIGO

Controvérsia em torno da perda da função pública na Lei de Improbidade

O artigo aborda a controvérsia sobre a perda da função pública prevista na Lei de Improbidade. Os autores analisam a divergência entre entendimentos que defendem que a sanção atinge apenas o vínculo ocupado na época do ato ímprobo ou todos os vínculos laborais com a Administração. Com a nova Lei de Reforma, a sanção passa a ser restrita à função ligada ao ato, mas admite exceções, levantando questões sobre a inconstitucionalidade desse alargamento.

Luis Henrique Madalena
13 nov. 2023 21 acessos
Controvérsia em torno da perda da função pública na Lei de Improbidade

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a controvérsia em torno da sanção de perda da função pública prevista na Lei de Improbidade (Lei nº 8.429/92) e como suas interpretações variam entre diferentes juristas e decisões judiciais.

Primeiramente, discute-se o alcance da sanção: se se limita à função pública que o agente ocupava na época do ato ímprobo ou se inclui todo vínculo laboral com a Administração, refletindo sobre as consequências dessa aplicação tardia da pena. Em seguida, menciona-se a divergência de entendimentos no Judiciário, em particular entre as turmas do STJ, que abordam a possibilidade de perda da função atual do agente, independentemente do vínculo específico ao ato, e a questão da cassação de aposentadorias. A análise se aprofunda na Lei de Reforma (Lei nº 14.230/21), que estabeleceu um novo critério sobre a sanção, permitindo a ampliação em casos excepcionais de enriquecimento ilícito, e sua conexão com a inconstitucionalidade baseada no princípio da anterioridade da lei penal.

O autor conclui que a interpretação correta deve restringir a sanção ao vínculo vigente durante a prática do ato de improbidade, destacando a importância do nexo de causalidade para a aplicação da pena e a presença de um possível vício constitucional na nova norma. Por fim, menciona-se a suspensão do §1º do artigo 12 da Lei de Improbidade e a expectativa sobre o posicionamento futuro do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos abordados no artigo "Controvérsia em torno da perda da função pública na Lei de Improbidade".

  • Sanção da perda da função pública: A gravidade da sanção e suas possíveis implicações para os agentes públicos, especialmente considerando o tempo entre a prática do ato ímprobo e o trânsito em julgado da sentença.
  • Alcance da sanção: Discussão sobre se a perda da função pública se aplica apenas ao cargo exercido no momento do ato improbo ou se se estende a outros vínculos com a Administração Pública.
  • Jurisprudência do STJ: Divergências entre a 1ª e 2ª Turma do STJ sobre o alcance da sanção, incluindo a possibilidade de cassação de aposentadoria.
  • Normativa da Lei nº 14.230/21: A nova legislação estabelece que a sanção se aplica, em regra, apenas ao vínculo que o agente ocupava quando do ato improbo, com exceções para casos de enriquecimento ilícito.
  • Inconstitucionalidade da nova interpretação: Crítica à interpretação de que a sanção pode atingir outros vínculos, sustentando que isso fere o princípio da anterioridade da lei penal e a proteção ao jurisdicionado.
  • Suspensão da eficácia do artigo 12: Decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu a aplicação do §1º do artigo 12 da Lei de Improbidade, mantendo o entendimento do STJ sobre o vínculo atual.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Luis Henrique MadalenaAdvogado, doutor em Filosofia e Teoria do Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Atua como professor no IDP e no programa Law Experience da FAE Centro Universitário. Madalena é autor de diversas obras jurídicas, incluindo \"Uma Teoria da Discricionariedade Administrativa\" e coautor de \"A Nova Improbidade Administrativa\". Sua trajetória acadêmica destaca-se pela contribuição ao estudo da discricionariedade administrativa, da improbidade no setor público e, especialmente, da jurisdição constitucional. Ainda, possui intensa e destacada atuação profissional nos Tribunais Superiores, com ênfase no STF e STJ

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