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Artigos Conjur – Colaboração premiada no júri: da (im)possibilidade a seus efeitos

ARTIGO

Colaboração premiada no júri: da (im)possibilidade a seus efeitos

O artigo aborda a complexidade da colaboração premiada no âmbito do Tribunal do Júri, a partir do caso de Élcio Queiroz, acusado do assassinato de Marielle Franco. Os autores discutem a admissibilidade e os efeitos desse tipo de acordo, destacando que a colaboração não exclui a competência do júri para julgar crimes dolosos e que é um mecanismo relevante dentro do processo penal, embora já enfrentem críticas em relação à sua constitucionalidade e possíveis implicações éticas. Além disso, ress...

Denis Sampaio, Gina Muniz, Rodrigo Faucz
05 ago. 2023 26 acessos
Colaboração premiada no júri: da (im)possibilidade a seus efeitos

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas relacionados à colaboração premiada no contexto do Tribunal do Júri, incluindo a admissibilidade desse instrumento no processo penal, as implicações legais da colaboração e os efeitos que ela pode ter sobre a pena e o julgamento.

Inicialmente, discute-se a possibilidade de um acordo de colaboração, enfatizando que ele não pode afastar a competência do júri, conforme garantido pela Constituição. O texto analisa a legislação pertinente, como a Lei nº 9807/1999 e a Lei nº 12.850/2013, que definem as condições e limites para a delação premiada, incluindo a relação entre a confissão do delator e sua eficácia como prova. A necessidade de corroborar as informações apresentadas pelo colaborador também é destacada, evidenciando que, sem evidências adicionais, sua colaboração não leva a uma condenação automática. Além disso, são discutidas as questões éticas em torno da colaboração, especialmente no que tange ao devido processo legal e à individualização da pena, ressaltando a importância da proteção dos direitos dos imputados.

A possibilidade de colaboração unilateral, tanto na fase de investigação quanto no júri, é examinada, assim como os efeitos práticos dessa colaboração no resultado das ações penais. O artigo, por fim, deixa em aberto a discussão sobre os efeitos da colaboração premiada para os envolvidos nas diferentes fases do processo do júri, prometendo um aprofundamento em publicações futuras.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Colaboração premiada no júri: da (im)possibilidade aos seus efeitos", escrito por Marcos Paulo Dutra Santos, Denis Sampaio, Rodrigo Faucz e Gina Ribeiro Gonçalves Muniz.

  • Contexto do Caso Marielle Franco: Discussão sobre a colaboração premiada de Élcio Queiroz no homicídio da vereadora Marielle Franco e seu motorista, levantando questões sobre a admissibilidade no Tribunal do Júri.
  • Nota do Ministério Público: A afirmação de que um eventual acordo de delação não afastaria Élcio do júri e sua relação com a competência dos jurados.
  • Base Legal da Colaboração Premiada: Referência à Lei nº 9807/1999 e suas implicações sobre os crimes em questão, incluindo a figura do "réu colaborador".
  • Provas e Confissão: A distinção entre a colaboração como meio de prova e os limites da confissão em termos de condenação.
  • Impotência das Declarações do Delator: Consequências se as declarações do colaborador forem isoladas, levando à impronúncia do corréu no júri.
  • Constitucionalidade da Colaboração Premiada: Discussão sobre as implicações éticas e processuais do uso da colaboração no julgamento e a individualização da pena.
  • Legitimidade do Delatado: A posição do delatado em relação ao acordo de colaboração e sua capacidade de impugnar a homologação em casos de vícios formais.
  • Direitos do Delator: A mensuração dos resultados obtidos através da colaboração e o papel do juiz na definição da premiação.
  • Colaboração Unilateral: Possibilidade de colaboração premida unilateral sem um acordo anterior com o Estado e seus efeitos práticos.
  • Implicações do Não Oferecimento da Ação Penal: Necessidade de pacto prévio em casos de imposição de não oferecimento da ação penal ou impronúncia.
  • Esclarecimentos Importantes: Não vedação ao uso da colaboração premiada no júri e a manutenção da competência do júri para julgar crimes dolosos contra a vida.
  • Efeitos da Colaboração no Júri: Questões sobre os impactos da colaboração premida nas fases do procedimento do júri, que serão discutidas em futuras publicações.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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