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Artigos Conjur – Storytelling no júri: uma perigosa, mas necessária utilização

ARTIGO

Storytelling no júri: uma perigosa, mas necessária utilização

O artigo aborda a importância do uso de narrativas no Tribunal do Júri, destacando que a construção de uma hipótese acusatória coerente é essencial para a comunicação judicial. Os autores analisam como a narrativa impacta a decisão dos jurados e o processo de evidência, enfatizando tanto os benefícios quanto os riscos dessa abordagem na interpretação dos fatos e na avaliação da prova. A reflexão crítica sobre o modelo narrativo é abordada, sugerindo a necessidade de equilíbrio entre diferente...

Daniel Avelar, Denis Sampaio, Gina Muniz, Rodrigo Faucz
08 jul. 2023 16 acessos 5,0 (1 avaliações)
Storytelling no júri: uma perigosa, mas necessária utilização

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a utilização do storytelling no contexto do Tribunal do Júri, destacando a importância das narrativas na construção de fatos e na tomada de decisões judiciais.

Os autores discutem como a apresentação de argumentos acusatórios e defensivos precisa ser construída de maneira coesa, enfatizando a relevância da comunicação efetiva nas exposições jurídicas. Eles exploram a diferença entre modelos argumentativos, como o atomístico e o analítico, e a forma como esses se refletem na percepção dos jurados sobre as evidências apresentadas. O uso do modelo narrativo é discutido sob a perspectiva da teoria holista, que defende a análise global das provas ao invés de uma avaliação fragmentada. Os autores ainda abordam as críticas a essa abordagem, alertando para os riscos de generalizações e de decisões baseadas em narrativas persuasivas que não consideram a veracidade dos fatos.

Além disso, o artigo sugere a necessidade de um controle sobre a utilização excessiva da narrativa para garantir a objetividade no julgamento e a integridade da análise probatória. Essa reflexão é fundamentada em pesquisa empírica e discussão teórica, fornecendo um panorama sobre as complexidades da interação entre direito e narrativa no processo penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo “Storytelling no júri: uma perigosa, mas necessária utilização”, escrito por Denis Sampaio, Rodrigo Faucz, Gina Ribeiro Gonçalves Muniz e Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

  • Importância da Narrativa no Tribunal do Júri: A maneira como a apresentação da hipótese acusatória e a refutação defensiva dependem de uma narrativa coerente para facilitar a comunicação e compreensão dos jurados.
  • Construção da Decisão Judicial: A influência de vários fatores na tomada de decisões por juízes e conselhos de sentença, destacando a relevância de narrativas bem estruturadas.
  • Papel da Narrativa na Prova: A análise da prova como um elemento narrativo e a importância de descrever ações e motivações dos envolvidos para fortalecer a acusação.
  • Modelos Argumentativos: Discussão sobre modelos atomísticos e analíticos aplicados à arguência, levando em conta sua eficácia em certas circunstâncias.
  • Teoria Holista: Utilização de narrativas globais na avaliação das provas, que consideram o conjunto da história ao invés de fragmentos isolados.
  • Críticas ao Modelo Narrativo: Reflexões sobre os perigos da exclusividade do modelo narrativo e sua interpretação, requerendo um equilíbrio com métodos de avaliação crítica das provas.
  • Desafios da Persuasão Narrativa: O alerta sobre possíveis manipulações nas narrativas que podem obscurecer a verdade, enfatizando a necessidade de um controle rigoroso sobre seu uso.
  • Pesquisas Empíricas sobre Decisão do Júri: Análise de trabalhos que mostram como jurados interpretam narrativas e organizam informações durante julgamentos.
  • Conceito de Coerência Narrativa: A importância de manter a coerência na narrativa para garantir a plausibilidade e a aceitação pelos jurados.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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