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Artigos Conjur – Prova digital: duplicação forense como standard de admissibilidade

ARTIGO

Prova digital: duplicação forense como standard de admissibilidade

O artigo aborda a importância da duplicação forense como padrão de admissibilidade das provas digitais no sistema judiciário brasileiro, enfatizando a necessidade de garantir a autenticidade e integridade dos dados. Discute como a quebra da cadeia de custódia compromete a validade das evidências e destaca recentes precedentes dos Tribunais Superiores que reforçam a inadmissibilidade de provas digitais sem a devida duplicação forense, essencial para preservar os vestígios originais. Além disso...

Aury Lopes Jr, Hélder Furtado Mendes
06 dez. 2024 47 acessos 5,0 (3 avaliações)
Prova digital: duplicação forense como standard de admissibilidade

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a importância da duplicação forense como um padrão de admissibilidade de provas digitais, destacando a evolução dos critérios decisórios dos tribunais superiores sobre provas provenientes de suportes informáticos.

Entre os temas discutidos estão: a inadmissibilidade de provas que não garantem a integridade e autenticidade, como as que resultam de buscas aleatórias ou manipulações inadequadas (como prints de aplicativos); a necessidade de uma cópia forense (image) como primeira etapa na cadeia de custódia, fundamental para preservar a integridade dos dados digitais; a aplicação de métodos como a aposição de hash para validar a integridade das cópias forenses; e os precedentes judiciais que reforçam a necessidade de duplicação forense, evidenciando que sua ausência pode levar à exclusão da prova.

Além disso, o artigo discute as falhas na coleta de provas digitais armazenadas em nuvem, ressaltando a importância da documentação rigorosa desde o início da cadeia de custódia. Em suma, enfatiza que apenas provas digitais que seguem procedimentos adequados de coleta, preservação e análise são admissíveis no processo penal, garantido o contraditório e a fiabilidade das informações apresentadas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Prova digital: duplicação forense como standard de admissibilidade" pelos autores Aury Lopes Jr., Carlos Hélder Carvalho Furtado Mendes e Vítor Paczek Machado.

  • Critérios Decisórios em Provas Digitais: Discussão sobre os critérios do STJ que levam à inadmissão de provas digitais, incluindo busca randômica, falta de disponibilização de dados originais e situações envolvendo prints de WhatsApp.
  • Quebra da Cadeia de Custódia: A inadmissibilidade de provas digitais se dá quando há quebra na cadeia de custódia, resultando em dados não autênticos e sem integridade.
  • Duplicação Forense: A duplicação forense é apresentada como o ato fundamental na cadeia de custódia das provas digitais, essencial para garantir sua admissibilidade.
  • Importância da 'Image': A criação de uma cópia bitstream ou image é vital para preservar a integridade e autenticidade das provas digitais, realizado por um perito qualificado.
  • Precedentes Judiciais Relevantes: Citação de quatro casos precedentes no STJ que reforçam a necessidade da duplicação forense para a admissibilidade da prova digital.
  • Coleta de Provas em Nuvem: Questões sobre a coleta de dados armazenados em nuvem e a completa ausência da cadeia de custódia nesse processo, comprometendo a validade das provas.
  • Contraditório e Admissibilidade: A necessidade de garantir o contraditório e a qualidade das fontes de provas digitais, a fim de assegurar um processo justo e transparente.
  • Metodologia Forense e Rastreabilidade: Importância da metodologia forense adequada e da rastreabilidade das provas digitais em investigações na nuvem.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim
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Hélder Furtado MendesAdvogado Criminalista. Doutor e Mestre em Ciências Criminais - PUCRS. Especialista em Direito Penal Econômico - IBCCRIM/COIMBRA. Professor de Direito Processual Penal

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