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Artigos Conjur – Prisão automática no júri: questão técnica-jurídica ou populismo penal?

ARTIGO

Prisão automática no júri: questão técnica-jurídica ou populismo penal?

O artigo aborda a controvérsia sobre a (in)constitucionalidade da prisão automática para réus condenados pelo Tribunal do Júri, destacando como esse tema pode ser influenciado pelo populismo penal. Os autores discutem a violação do princípio da presunção de inocência e as implicações dessa prática para a democracia e os direitos fundamentais, bem como as tensões entre normas legais e constitucionalidade, especialmente no contexto de decisões do STF.

Denis Sampaio, Gina Muniz, Rodrigo Faucz
02 dez. 2023 24 acessos 5,0 (1 avaliações)
Prisão automática no júri: questão técnica-jurídica ou populismo penal?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a discussão sobre a (in)constitucionalidade da prisão automática de réus condenados pelo Tribunal do Júri, linkando-a ao populismo penal, que pode prejudicar a democracia e os direitos fundamentais.

Destaca-se o princípio da presunção de inocência, consagrado na Constituição e em tratados internacionais, e a contrariedade de sua aplicação com a nova legislação que impõe a prisão automática em casos de condenação superior a 15 anos. O fenômeno do populismo penal é explorado, evidenciando como a pressão popular e a mídia contribuem para a aceitação de medidas punitivas, muitas vezes em detrimento do devido processo legal. O texto menciona a análise do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade dessa prática, evidenciando a polarização de votos entre os ministros e a possibilidade de escolha por uma interpretação populista em detrimento da técnica jurídica.

Por fim, discute-se a problemática da soberania dos veredictos do júri e as implicações da prisão automática na liberdade individual, questionando a manutenção do sistema de freios e contrapesos da Constituição diante de uma potencial decisão favorável à prisão automática.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Prisão automática no júri: questão técnica-jurídica ou populismo penal?" de Gina Ribeiro Gonçalves Muniz, Denis Sampaio e Rodrigo Faucz.

  • (In)constitucionalidade da prisão automática: Análise do impacto da prisão automática no julgamente do júri sobre os direitos fundamentais e a democracia.
  • Princípio da presunção de inocência: Discussão do artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal e seu papel na proteção dos direitos do réu.
  • Populismo penal: Reflexão sobre como a legislação, como o "pacote anticrime", pode ser influenciada pelo populismo e seus efeitos no sistema penal.
  • Relação entre opinião pública e políticas punitivas: Como a opinião pública alimenta o ciclo de endurecimento das leis penais e o fenômeno do populismo jurídico.
  • Decisões do STF e sua implicação: Análise da votação do STF sobre a legalidade da prisão automática e suas consequências para o princípio da presunção de inocência.
  • Possibilidade de revisão de decisões do Júri: Discussão sobre as condições em que é possível recorrer das sentenças do Júri e a importância da liberdade do réu durante o processo.
  • Impactos no sistema de freios e contrapesos: Reflexão sobre como a aceitação do populismo penal pelo Judiciário pode comprometer a sua função contramajoritária e a estrutura democrática.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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