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Artigos Conjur – Absolvição pelo quesito genérico e a (im)possibilidade recursal

ARTIGO

Absolvição pelo quesito genérico e a (im)possibilidade recursal

O artigo aborda a questão da revisibilidade das decisões do Conselho de Sentença quando a absolvição é fundamentada no quesito genérico. Discute a controvérsia em torno da possibilidade de recurso por parte do Ministério Público em face de decisões absolutórias, levando em conta a soberania do Júri e as implicações da liberdade decisional dos jurados, que pode permitir absolvições baseadas em juízos de clemência ou equidade. Além disso, levanta questionamentos sobre a clareza das teses adotad...

Daniel Avelar, Denis Sampaio, Gina Muniz, Rodrigo Faucz
16 set. 2023 30 acessos
Absolvição pelo quesito genérico e a (im)possibilidade recursal

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a polêmica em torno da revisibilidade das decisões do Conselho de Sentença quando a absolvição é baseada no quesito genérico, discutindo a soberania dos veredictos do júri e a possibilidade de apelação em contextos de absolvição.

Trata da simplificação na construção dos quesitos para os jurados, permitindo decisões embasadas em crenças íntimas e juízos de clemência sem necessidade de motivações formais. Há também uma análise crítica sobre a relação entre a liberdade do jurado e a obrigatoriedade de fundamentação das decisões, além de indagações sobre a identificação da tese que motivou a absolvição.

O texto menciona a posição divergente do ministro Edson Fachin, que questiona a admissibilidade do quesito genérico e a relevância do controle recursal, tudo isso alinhado à busca de um entendimento sobre o papel do Tribunal do Júri e a necessidade de resguardar direitos fundamentais no processo penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Absolvição pelo quesito genérico e a (im)possibilidade recursal", escrito por Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, Rodrigo Faucz, Gina Ribeiro Gonçalves Muniz e Denis Sampaio.

  • Revisibilidade da Decisão no Conselho de Sentença: Discussão sobre a possibilidade de o Tribunal de 2º grau rever decisões absolutórias baseadas no quesito genérico, conforme debatido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 1.087.
  • Simplificação do Quesito Legal: O novo modelo legal permitiu questionamentos simplificados aos jurados, abrangendo diversas teses jurídicas sem a necessidade de desdobramento individualizado, conforme o artigo 483 do CPP.
  • Soberania dos Veredictos e Crítica às Restrições: Enfatiza que a soberania dos jurados não implica a imutabilidade das decisões, permitindo, sob certas circunstâncias, seu controle por tribunais superiores, sem que isso afete o mérito da deliberação.
  • Clemência e Juízo de Equidade: A lei reconhece que jurados podem absolver com base em sua convicção íntima, permitindo decisões que não precisam estar estritamente atreladas a teses legais.
  • Questões Emergentes sobre Quesito Genérico: Abordagem das incertezas quanto à tese de defesa adotada pelo júri e à razão pela qual podem absolver um réu, mesmo diante de respostas afirmativas quanto à autoria.
  • Implicações da Jurisprudência Recente: Discussão sobre decisões do STF e STJ que restringem a atuação rigorosa dos jurados, especialmente em casos que envolvem a legítima defesa e outros aspectos relevantes na formação do veredicto.
  • Importância do Controle sobre a Decisão: Necessidade de compreensão do impacto das decisões dos jurados na sociedade e a expectativa da transparência quanto às teses adotadas nos veredictos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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