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Artigos Conjur – Decisões à cegas: como as IAs podem ser manipuladas sem você saber

ARTIGO

Decisões à cegas: como as IAs podem ser manipuladas sem você saber

O artigo aborda a utilização da inteligência artificial generativa no sistema de justiça, destacando tanto suas promessas de eficiência quanto as preocupações com possíveis manipulações, como a injeção de prompts ocultos. A manipulação oculta pode comprometer a imparcialidade e a integridade do processo judicial, levantando questões sobre supervisão humana e responsabilidade nas decisões. Além disso, o texto alerta para a necessidade de um framework seguro que direcione o uso da IA nos tribun...

Dierle Nunes
18 jul. 2025 56 acessos 5,0 (1 avaliações)
Decisões à cegas: como as IAs podem ser manipuladas sem você saber

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a incorporação de modelos de inteligência artificial generativa (IA Gen) no sistema de justiça, mencionando suas aplicações práticas, como a elaboração de documentos jurídicos, e os riscos associados, especialmente a injeção de prompts, que são comandos maliciosos que podem manipular o comportamento das IAs.

Discute ainda as técnicas de manipulação oculta que não são visíveis a leitores humanos, levantando questões sobre a supervisão nas respostas da IA e a responsabilidade dos usuários. O texto explora como essas fraquezas podem impactar a integridade do devido processo e levar a ao abuso processual, além de apresentar cenários de manipulação no uso de assistentes de IA em decisões judiciais. Também são citadas práticas acadêmicas que envolvem a injeção de prompts e a necessidade de regulamentações para prevenir tais vulnerabilidades.

O autor alerta para a delegação inadequada da responsabilidade decisória a algoritmos, enfatizando a importância da supervisão humana qualificada e a criação de um quadro normativo que defina limites claros para o uso da automação no Judiciário, preservando, assim, a essência do poder estatal e a qualidade do processo judicial.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Decisões à cegas: como as IAs podem ser manipuladas sem você saber" por Dierle Nunes.

  • Inteligência Artificial no sistema de justiça: Explorando as aplicações da IA Gen para agilidade processual e apoio a magistrados e advogados, com exemplos de ferramentas como ChatGPT e Gemini.
  • Vulnerabilidades da IA: Discussão sobre a injeção de prompts e suas implicações, incluindo manipulação oculta que afeta a integridade das decisões judiciais.
  • Técnicas de manipulação: Métodos de injeção de prompts, escondidos em textos, e sua dificuldade de detecção, destacando a importância da supervisão humana.
  • Consequências da manipulação: Reflexões sobre a violação da boa-fé processual e o impacto no devido processo legal, levantando a questão do controle humano nas decisões geradas por IA.
  • Riscos de delegação da cognição: Análise da transferência da responsabilidade decisória para a IA, criando vulnerabilidades que podem ser exploradas por partes mal-intencionadas.
  • Responsabilidade no uso da IA: Importância da supervisão qualificada e dos limites claros na automação do Judiciário, destacando a necessidade de um framework prático para a utilização segura de IA.
  • Preocupações institucionais: Debate sobre a falta de governança e letramento digital nos tribunais, o que pode fomentar o uso inadequado de tecnologias de IA.
  • Construção de um futuro seguro: Proposta de um guia prático que promova o uso seguro da IA nos tribunais, enfatizando a manutenção da qualidade e legitimidade do processo judicial.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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