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Artigos Conjur – Da ética da psicanálise à ética do processo penal (parte 2)

ARTIGO

Da ética da psicanálise à ética do processo penal (parte 2)

O artigo aborda a intersecção entre a ética da psicanálise e a ética do processo penal, tendo como base os conceitos de verdade e prova discutidos por Carnelutti. O texto destaca que o verdadeiro desafio no processo penal é ético e não meramente epistemológico, enfatizando a natureza ficcional da verdade e a responsabilidade do juiz nas decisões. A análise propõe que tanto a psicanálise quanto o Direito operam em um campo de ação e escolha, onde a liberdade e a responsabilidade são centrais.

Matheus Felipe de Castro
08 jul. 2024 18 acessos
Da ética da psicanálise à ética do processo penal (parte 2)

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a intersecção entre a ética da psicanálise e a ética do processo penal, analisando três problemas principais propostos por Carnelutti sobre a verdade no processo penal: a impossibilidade da verdade, a construção do saber em torno de um "furo" e a natureza ética da decisão baseada em provas.

São discutidos conceitos de Lacan e Harari sobre a linguagem e a ficção, refletindo sobre como a verdade e o mito se inter-relacionam na construção da realidade legal. A peça destaca a crítica aos modelos processuais que insistem na busca da verdade como um valor absoluto e relaciona essa discussão à ética, sugerindo que a atividade judicial deve ser vista como uma escolha responsável, conforme pautas democráticas estabelecidas na Constituição de 1988.

A análise conclui enfatizando a necessidade de reconsiderar a função do juiz e sua liberdade de decisão, reforçando que o processo penal é essencialmente uma questão ética, onde as decisões judicializadas são carregadas de responsabilidade e reflexões sobre o agir humano.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Da ética da psicanálise à ética do processo penal (parte 2)" de Matheus Felipe de Castro.

  • A Impossibilidade da Verdade: A verdade é considerada um impossível no contexto do processo penal, convergindo com a ideia de que todo saber está constituído em torno de um "furo".
  • A Linguagem e a Construção da Verdade: A linguagem possui uma estrutura de ficção, na qual verdades e mitos se articulam, influenciando a compreensão da realidade legal.
  • A Intersecção entre Direito e Psicanálise: A psicanálise é apresentada como uma ética, destacando a necessidade de deslocar a discussão da verdade do campo epistemológico para o ético no processo penal.
  • A Função do Juiz: O juiz é posicionado como sujeito do saber, ressaltando a complexidade de sua autoridade e a relação entre fatos e direito.
  • A Verdade como Ideologia no Processo Penal: A verdade no processo penal é vista como uma construção ideológica, com diferentes posições sobre a sua relevância variando entre modelos processuais inquisitoriais e garantistas.
  • A Ética na Decisão Judicial: O artigo argumenta que o problema central da decisão no processo penal é ético, centralizando a responsabilidade da escolha, ao contrário da crença em verdades absolutas.
  • A Crítica ao Cogito na Psicanálise: A psicanálise contemporânea e a crítica à relação autoritária entre analista e analisando, com foco na subjetividade e na ética da escolha.
  • A Legitimidade Ética do Processo Penal: A necessidade de reexaminar a liberdade do magistrado e reativar a ética do processo, em linha com os princípios democráticos estabelecidos na Constituição de 1988.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

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Matheus Felipe de CastroAdvogado criminalista e Tribunal do Júri, professor de Direito Processual Penal.

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