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Artigos Conjur – Como interpretar o art. 139, IV, do CPC? Carta branca para o arbítrio?

ARTIGO

Como interpretar o art. 139, IV, do CPC? Carta branca para o arbítrio?

O artigo aborda a interpretação do artigo 139, IV, do CPC, destacando a ampliação da atuação judicial no cumprimento de obrigações, mas alertando para os riscos de arbitrariedade e desrespeito aos direitos individuais. O autor, Dierle Nunes, argumenta que, embora o novo CPC permita medidas poderosas para efetivar direitos, é crucial que essas ações permaneçam dentro dos limites constitucionais e não sejam interpretadas de maneira utilitarista, a fim de evitar restrições injustas à liberdade d...

Dierle Nunes
25 ago. 2016 22 acessos
Como interpretar o art. 139, IV, do CPC? Carta branca para o arbítrio?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a interpretação do artigo 139, IV, do Código de Processo Civil (CPC) e suas implicações na efetivação de obrigações, ressaltando que este dispositivo amplia a aplicação do §5º do artigo 461 do CPC/1973.

O texto discute a necessidade de limitações nas medidas coercitivas impostas pelo juiz, para evitar arbitrariedades e garantir o respeito aos direitos constitucionais e ao devido processo. Examina o uso de astreintes e a ineficiência da imposição de multas, levantando a importância de um ônus argumentativo para o juiz, em conformidade com os princípios fundamentais. O autor critica uma visão utilitarista e defende a necessidade de uma leitura que leve em conta a teoria das injunções, focando na participação ativa das partes na execução de obrigações e na revisão de medidas. Além disso, o artigo compara a situação brasileira com a prática de injunções nos Estados Unidos, apontando a evolução dos direitos fundamentais e o papel da jurisdição na efetivação de mudanças estruturais.

A discussão inclui ainda a intersecção entre a cognição e a execução no processo, a necessidade de um modelo decisório cooperativo e a crítica à potencial transformação do artigo 139, IV, em ferramenta de autoritarismo judicial, enfatizando a importância do controle normativo e da fundamentação das decisões. Assim, a obra apresenta um convite a repensar a eficácia das sentenças dentro de um contexto que valorize a participação e a responsabilidade compartilhada no processo decisório.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Como interpretar o artigo 139, IV, do CPC? Carta branca para o arbítrio?" de Dierle Nunes.

  • Ampliação do espectro de aplicação do CPC: Discutido como o artigo 139, IV, amplia a efetivação de obrigações, especialmente pecuniárias, dentro dos limites constitucionais.
  • Astreintes e sua ineficácia: Análise do uso de astreintes como medida coercitiva para cumprimento de obrigações, destacando sua ineficiência prática.
  • Desafios interpretativos do novo CPC: Reflexão sobre as novas exigências que a cláusula geral de efetivação traz ao juiz, mitigando arbitrários e exigindo fundamentação correspondente.
  • Liberdade de julgar versus accountability: Debate sobre os limites da liberdade do juiz na busca por soluções eficazes e a necessidade de agregar desafios constitucionais às suas decisões.
  • Execução e seus desafios: Identificação da execução como um "calcanhar de Aquiles" do sistema processual, necessitando de interpretações mais reflexivas e fundamentadas.
  • Precedentes históricos e relevância: Citação de precedentes judiciais que evidenciam os riscos de interpretações autoritárias que podem gerar restrições de direitos individuais.
  • Injunções e sua aplicação: Discussão sobre o conceito de injunções e sua capacidade de efetivar direitos fundamentais e reformas estruturais no contexto jurídico.
  • Novos paradigmas para a atividade decisória: Proposta de revisitar a prática da jurisdição, promovendo uma abordagem mais participativa e colaborativa para efetivação de direitos.
  • Críticas ao ativismo judicial: Alerta contra a transformação do artigo 139, IV, em uma ferramenta de ativismo judicial, defendendo uma função jurisdicional que respeite os limites constitucionais.
  • Potencialidade do CPC 2015: Extração das potencialidades dos artigos 139, IV e 190 do CPC/2015 para promover uma execução judiciária que evite a unilateralidade e fomente a colaboração.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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