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Artigos Empório do Direito – O esotérico crime de ato obsceno e os pudicos de plantão

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ARTIGO

O esotérico crime de ato obsceno e os pudicos de plantão

O artigo aborda a ambiguidade do crime de ato obsceno conforme previsto no Código Penal, destacando sua natureza subjetiva e a falta de critérios objetivos para sua definição. Os autores discutem como a norma, ao ser influenciada por valores culturais e morais, pode resultar em interpretações arbitrárias, violando princípios de legalidade e taxatividade. Além disso, são apresentados casos e decisões judiciais que evidenciam essa problemática e questionam a constitucionalidade do tipo penal.

Alexandre Morais da Rosa, Salah Khaled
25 ago. 2015 25 acessos
O esotérico crime de ato obsceno e os pudicos de plantão
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade do crime de ato obsceno, conforme previsto no art. 233 do Código Penal, discutindo a falta de clareza na definição do que constitui tal conduta.

São analisadas questões relacionadas à moralidade sexual e à subjetividade na interpretação da lei, questionando como normas abertas podem ser influenciadas por padrões culturais e preconceitos individuais. Além disso, o texto examina casos jurisprudenciais que revelam a inconsistência na aplicação do conceito de obsceno, como em situações de nudismo, manifestações artísticas e condutas em espaços públicos que desafiam a percepção do pudor.

O artigo também critica a violação dos princípios da legalidade e da taxatividade na criminalização de atos que podem ser vistos de maneira diferente dependendo do olhar de cada indivíduo ou contexto social. Por fim, argumenta-se que a regra que define o crime de ato obsceno é obscenamente inconstitucional por sua vaguidade e por permitir interpretações arbitrárias.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O esotérico crime de ato obsceno e os pudicos de plantão" por Salah Khaled Jr e Alexandre Morais da Rosa.

  • Teoria da Decisão: Discussão sobre o uso de uma teoria de decisão influenciada pelo senso comum e os problemas associados a ela, como a subjetividade e a falta de um referencial objetivo.
  • Artigo 233 do Código Penal: Análise do tipo penal que define ato obsceno, abordando a falta de clareza e a subjetividade envolvida na definição de "obsceno".
  • Questão Cultural: Reflexão sobre como a criminalização de atos obscenos depende do contexto cultural e moral vigente, questionando a segurança jurídica dessa abordagem.
  • Críticas à Jurisprudência: Exemplos de decisões judiciais que apresentam interpretações bizarras e inconsistentes sobre o que constitui um ato obsceno, ilustrando a falta de um critério claro.
  • Liberdade de Expressão: Debate sobre a relação entre atos considerados obscenos e a liberdade de expressão, incluindo jurisprudências relevantes do STF.
  • Normas Proibitivas e Preconceitos: Análise da violação da taxatividade e legalidade nas normas existentes e como isso é afetado por preconceitos sociais.
  • Natureza Esotérica da Regra: Crítica à própria natureza da norma que trata do ato obsceno, considerada obscenamente inconstitucional pelos autores.
  • Referencial Teórico: Citações de autores como Alberto Silva Franco e sua visão sobre a interpretação da moralidade na legislação penal.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Salah KhaledDoutor e mestre em Ciências Criminais (PUCRS) e mestre em História (UFRGS), bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (PUCRS) e licenciado em História (FAPA). Professor associado de Criminologia, Direito Penal e Processual Penal da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Presidente do Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural. É autor de \"Criminologia Cultural Periférica\", \"A Busca da Verdade no Processo Penal: Para Além da Ambição Inquisitorial\" e de dezenas de outros livros, capítulos de livros e artigos publicados em revistas científicas.

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