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Artigos Empório do Direito – Algumas considerações antropológicas sobre o documentário “justiça”

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ARTIGO

Algumas considerações antropológicas sobre o documentário “justiça”

O artigo aborda a análise do documentário "Justiça", que retrata o cotidiano do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, explorando a dinâmica entre defensores, juízes e réus. A autora, Maíra Marchi Gomes, utiliza conceitos de antropologia visual para discutir como as escolhas cinematográficas influenciam a percepção do espectador sobre a justiça, destacando a polarização entre operadores do Direito e réus, e sugerindo uma crítica à rigidez punitiva do sistema judiciário. A análise busca identi...

Maíra Marchi Gomes
28 dez. 2015 70 acessos
Algumas considerações antropológicas sobre o documentário “justiça”

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a análise do documentário "Justiça" e sua representação do cotidiano no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, destacando as interações entre defensores públicos, juízes, promotores e réus.

Inicialmente, discute a noção de autenticidade na imagem cinematográfica, enfatizando como a montagem cria significações que vão além do que é visível, abordando a antropologia da emissão da imagem. A autora explora a relação entre o olhar do espectador e a câmera, enfatizando que a visão cinematográfica molda a percepção da realidade, onde há uma diferença de tratamento entre réus e juízes. A estrutura do documentário revela uma mensagem sobre a função punitiva do Judiciário, evidenciada pela escolha de imagens de corredores que simbolizam a solidão e a exclusão. A análise se aprofunda na representação das relações de poder e na crítica à burocracia judicial, além de destacar o contraste entre juízes que adotam uma postura humanizada e aqueles que perpetuam uma visão polarizada de "lei" versus "crime".

O papel da Defensora Pública também é destacado como representante de uma abordagem mais empática, enquanto o filme sugere a falta de esperança nas justiças terrena e divina. Questões como a invisibilidade das estruturas sociais, o olhar do espectador e a significação do "fora de campo" no cinema são temas centrais, culminando em uma reflexão crítica sobre as interações humanas dentro do sistema judiciário.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Algumas considerações antropológicas sobre o documentário 'justiça'" por Maíra Marchi Gomes.

  • Análise do documentário "Justiça": O documentário acompanha o cotidiano no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, explorando a dinâmica entre defensores públicos, juízes, promotores e réus.
  • Autenticidade da imagem cinematográfica: Discussão sobre como a montagem e a apresentação das imagens influenciam a percepção e a significação no cinema.
  • Antropologia da imagem: A proposta de analisar a mensagem cinema como uma produção de pontos de vista, levando em conta a interação do espectador com a imagem.
  • Construção do olhar na câmera: A relação entre o olhar do espectador e o olhar da câmera, mediando a experiência de visualização.
  • Estruturas visuais no documentário: A importância da escolha dos ângulos e planos, destacando como estas decisões afetam a narrativa e a percepção no filme.
  • Análise do "fora de campo": A funcionalidade do espaço fora do frame, que carrega mensagens significativas além do que é mostrado diretamente.
  • Visão crítica do Judiciário: Representação das atitudes dos operadores do direito em relação aos réus, abordando a polarização entre “representantes da lei” e “réus”.
  • Uso de câmeras e ângulos: A diferença na captura de imagens da Defensoria Pública em comparação aos Juízes, e como isso reflete uma postura crítica e humanizada.
  • Interação entre juízes e réus: A percepção das interações durante as audiências, destacando a atenção ou desconsideração dos juízes com relação aos réus.
  • Mensagens implícitas: Reflexões e interpretações sobre a relação entre a justiça terrestre e a justiça divina, e o que isso retrata no contexto social.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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