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Artigos Empório do Direito – Você é gente?: por uma discussão sobre a cultura do estupro

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ARTIGO

Você é gente?: por uma discussão sobre a cultura do estupro

O artigo aborda a questão da desumanização e da alienação presentes na cultura do estupro, analisando como a falta de subjetividade e o conformismo social levam indivíduos a perpetuar comportamentos violentos. Maíra Marchi Gomes elucida a relação entre a capacidade de se reconhecer como ser humano e a empatia, destacando que a ideologia machista desumaniza tanto mulheres quanto homens. A autora critica a abordagem legal do estupro, apontando sua inadequação diante das complexidades das identi...

Maíra Marchi Gomes
18 jan. 2016 44 acessos 5,0 (1 avaliações)
Você é gente?: por uma discussão sobre a cultura do estupro

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda uma crítica à cultura do estupro e à desumanização que permeia as interações sociais, explorando como a falta de espontaneidade e pensamento crítico se relacionam à violência de gênero.

A autora, Maíra Marchi Gomes, discute a diferença entre "humanos espontâneos" e "não-espontâneos", sugerindo que a superficialidade nas relações pode levar a comportamentos violentos, como o estupro, refletindo uma alienação do sujeito em relação ao outro. Além disso, analisa os efeitos da pressão social e da busca por aprovação, que frequentemente resultam em uma "mente" vazia, incapaz de reconhecer a alteridade e a individualidade do outro. Gomes também menciona a perspectiva psicanalítica, citando Winnicott, para explicar como experiências de frustração podem contribuir para a formação de indivíduos que não desenvolvem uma identidade.

O texto examina criticamente a aplicação do Direito e sua historicidade machista, questionando conceitos de sexualidade e violência, e defendendo uma reinterpretação dos textos legais para abranger a complexidade da experiência humana, incluindo as vivências de indivíduos fora da cisnormatividade. A autora utiliza a metáfora do "zumbi" para descrever operadores do Direito que atuam de forma desprovida de empatia e consciência crítica, exacerbando a dificuldade de reconhecimento e proteção de grupos marginalizados.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Você é gente?: por uma discussão sobre a cultura do estupro" por Maíra Marchi Gomes.

  • Crítica à falta de espontaneidade humana: A autora discute a vaidade das pessoas e como muitos se tornam artificiais na busca por aceitação social, descartando sua verdadeira identidade.
  • Alienação e desconexão: A relação entre humanos e animais é explorada, destacando como a humanização excessiva de animais pode causar problemas psicológicos, refletindo a desconexão dos seres humanos com sua verdadeira natureza.
  • Identidade e subjetividade: A importância do desenvolvimento da identidade e da capacidade crítica é abordada, com referências a Winnicott, evidenciando a perda da capacidade de pensar e sentir de forma independente.
  • Legitimação do estupro na sociedade: A análise de como ideologias machistas são reproduzidas, levando à desumanização e à objetificação das mulheres.
  • Comparações entre humanos e animais: A autora discute como a animalidade não deve ser confundida com a brutalidade humana, enfatizando que a violência sexual não é um comportamento animal, mas humano.
  • O papel do Direito e suas falhas: A crítica ao sistema jurídico que historicamente tratou o estupro de maneira desigual e como a cultura machista permeia até mesmo as legislações mais recentes.
  • Conceitos de gênero e sexualidade: A relação entre gênero e sexo é abordada, destacando como pessoas que não se ajustam às normas tradicionais enfrentam dificuldades em serem reconhecidas dentro do Direito.
  • Impacto das mídias sociais na autoimagem: A discussão sobre como a busca por validação nas redes sociais reflete a baixa autoestima e a incapacidade de autoafirmação.
  • Exemplos de machismo institucional: Casos de operadores do Direito que demonstram falta de compreensão sobre a complexidade de gênero e suas implicações nas relações humanas.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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