A pseudoinvestigação: o investigador fajuto e o investigador fingido
O artigo aborda a distinção entre investigação genuína e pseudoinvestigação, conforme discutido pela filósofa Susan Haack. A autora analisa a motivações por trás de cada tipo de investigação, ressaltando a importância da integridade intelectual e os perigos do raciocínio tendencioso, destacando a relevância dessas questões na academia e no sistema de justiça criminal.

O artigo aborda a temática da pseudoinvestigação e sua distinção em relação à investigação genuína, utilizando os conceitos de Susan Haack. A autora explora as motivações subjacentes a cada tipo de investigação, destacando que, na investigação genuína, o objetivo é chegar à verdade, independentemente de interesses pessoais, enquanto na pseudoinvestigação, o investigador busca apenas validar uma proposição já estabelecida.
Haack menciona o "raciocínio fingido" e o "raciocínio fajuto" como subcategorias da pseudoinvestigação, enfatizando a falta de compromisso com a verdade por parte do investigador. O texto também discute a importância da integridade intelectual, descrevendo como um investigador honesto questiona suas próprias crenças à luz da evidência, ao contrário do investigador comprometido com suas convicções.
Além disso, explora a diferença entre querer descobrir a verdade e desejar ser a pessoa reconhecida por essa descoberta, utilizando referências de filósofos como Jowett e Hobbes. Por fim, Haack conclui que a integridade intelectual não é apenas uma virtude epistêmica, mas também uma virtude moral, ressaltando a relevância desse discernimento na academia e no sistema de justiça.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "A pseudoinvestigação: o investigador fajuto e o investigador fingido" por Rômulo de Andrade Moreira.
- Diferença entre Investigação Genuína e Pseudoinvestigação: A filósofa Susan Haack discute a distinção entre investigadores que buscam a verdade e aqueles que argumentam em favor de uma proposição já determinada.
- Motivações do Investigador: Enquanto o investigador genuíno quer descobrir a verdade, o pseudoinvestigador busca defender uma crença prévia, refletindo sobre a integridade da motivação.
- Impacto da Pseudoinvestigação no Processo Penal: O autor critica a atuação de juízes que, convencidos da culpa de réus desde o início, comprometem a imparcialidade da investigação.
- Raciocínio Fajuto: Apresenta a noção de que a pseudoinvestigação pode se manifestar através de argumentos que buscam a aceitação social, indiferentes à verdade.
- Honestidade Intelectual: Discute a importância da honestidade intelectual do pesquisador e como laços entre vontade e intelecto influenciam a investigação.
- Desafios da Integridade Intelectual: A autora ressalta que manter a integridade intelectual requer coragem para mudar convicções em face de novas evidências.
- A Comparação Humano-Animal: A capacidade humana de raciocínio é destacada como um ponto que nos diferencia, mas também propenso à pseudoinvestigação.
- Conclusão sobre a Necessidade de Diferenciação: Finaliza com a relevância de identificar fraudulentos e genuínos na Academia e Justiça Criminal.
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