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Artigos Conjur – Mutirões carcerários e plano Pena Justa: para os que se preocupam com nosso falido sistema prisional

ARTIGO

Mutirões carcerários e plano Pena Justa: para os que se preocupam com nosso falido sistema prisional

O artigo aborda a iniciativa dos mutirões carcerários e o plano Pena Justa, destacando a análise de processos pelo CNJ que resultou em mais de 40 mil decisões de indulto e a soltura de quase 10 mil pessoas, evidenciando a superlotação e ineficácia do sistema prisional brasileiro. As autoras enfatizam como o uso abusivo da prisão preventiva e questões de seletividade penal perpetuam desigualdades, além de sugerirem alternativas ao encarceramento. O texto propõe que a união dos Poderes é essenc...

Ana Paula Trento
26 mar. 2025 31 acessos
Mutirões carcerários e plano Pena Justa: para os que se preocupam com nosso falido sistema prisional

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda temas relevantes relacionados ao sistema prisional brasileiro e suas falhas, começando pela descrição do Mutirão Processual Penal de 2024, que visa a análise e concessão de indultos e a revogação de prisões preventivas para combater a ineficiência da justiça.

Em seguida, critica a superlotação carcerária, destacando que o Brasil possui uma das maiores populações carcerárias do mundo, com cerca de 850 mil indivíduos, e argumenta que isso não resolve os problemas de segurança. O texto também discute o Plano Pena Justa, criado para abordar a inconstitucionalidade do sistema prisional, dividido em quatro eixos que contemplam a entrada, permanência e saída dos detentos, além de evitar a repetição de problemas estruturais. O artigo ressalta a seletividade do sistema penal, onde a prisão preventiva é usada excessivamente e de maneira discricionária, com foco nos grupos sociais vulneráveis.

Aborda ainda a injustiça epistêmica, onde credibilidade e valor testemunhal são desconsiderados com base em preconceitos, e critica a prisão preventiva como uma antecipação de pena, ressaltando a necessidade de alternativas penais eficazes para a reintegração social. Por fim, enfatiza a urgência de reformas no sistema penitenciário e a responsabilidade conjunta dos três Poderes para melhorar as condições e a eficácia do sistema penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Mutirões carcerários e plano Pena Justa: para os que se preocupam com nosso falido sistema prisional" por Maíra Fernandes, Ana Paula Trento e Alice Mac Dowell Veras.

  • Dados do Mutirão Processual Penal de 2024: Análise de 263.224 processos resultando em mais de 40 mil indultos e a revogação de 30% das prisões preventivas.
  • Compromisso do CNJ: Parcerias com tribunais locais para minimizar a inconstitucionalidade do sistema penitenciário, conforme reconhecido pelo STF.
  • Superlotação carcerária: Brasil tem aproximadamente 850 mil presos, com um déficit de mais de 174 mil vagas, impactando a segurança e ressocialização.
  • Plano Pena Justa: Desenvolvido para enfrentar a superlotação e inconstitucionalidade, dividido em quatro eixos abordando entrada, permanência e saída do preso.
  • Injustiça epistêmica: Pessoas com base em preconceitos estruturais têm sua credibilidade reduzida, refletindo na seletividade do sistema penal.
  • Prisão preventiva como antecipação de pena: Utilização inadequada da prisão preventiva conflita com a presunção de inocência, encarcerando pessoas sem julgamento.
  • Alternativas penais: O artigo destaca a necessidade de uso de alternativas, como tornozeleira eletrônica e prestação de serviços, em vez de encarceramento em massa.
  • Reflexão sobre o sistema prisional: Necessidade de unir os três Poderes para enfrentar a crise penal e reconhecer que a forma de tratamento aos presos é incompatível com direitos humanos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Ana Paula TrentoAdvogada Criminalista há 18 anos, Especialista em Direito Processual Penal pela universidade potiguar, especialista em Direito Público pela universidade potiguar e especialista Direito Eleitoral pela universidade do sul de Santa Catarina, Pesquisadora em Criminologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Presidente Nacional da Abracrim Mulher, Secretária-geral Abracrim Nacional, Assessora Parlamentar Senado Federal, Auditora no Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Rio Grande do Norte, Professora de Processo Penal no Instituto de Estudos Jurídicos (IEJUR), Fundadora do Projeto Clara Camarão - Combate à violência contra mulher, Coautora e autora em obras jurídicas.

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