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Artigos Conjur – Fake news: um processo penal feito de mentiras

ARTIGO

Fake news: um processo penal feito de mentiras

O artigo aborda a influência das fake news na democracia e no processo penal, destacando como a desinformação pode comprometer direitos e garantias constitucionais. Os autores discutem casos emblemáticos, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, para evidenciar o impacto negativo das mentiras disseminadas na esfera pública e na percepção coletiva, e afirmam que tais práticas vulnerabilizam o sistema judiciário e o processo legal. A análise ressalta a urgência de reverter essa corrosão...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr, Philipe Benoni
23 mar. 2018 24 acessos
Fake news: um processo penal feito de mentiras

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão das fake news e sua relação com o processo penal, destacando vários temas relevantes para o entendimento do impacto das informações falsas na democracia e nos direitos constitucionais.

Primeiramente, explora o conceito de "morte subjetiva", onde a disseminação de fake news visa assassinar ideias e ideais, o que é amplificado pelo fácil acesso à internet. Em seguida, discute como as fake news podem influenciar processos eleitorais, citando exemplos nos Estados Unidos e Brasil, e como isso afeta a democracia, corrompendo direitos fundamentais. O texto também analisa a polarização gerada pela cobertura midiática de processos penais, enfatizando o papel dos agentes públicos na propagação de discursos que deslegitimam garantias constitucionais, como o direito ao silêncio.

Além disso, menciona o caso da vereadora Marielle Franco, ilustrando o impacto devastador das fake news na reputação e na luta de indivíduos, e critica a desconsideração do presunção de inocência por autoridades. Por fim, o artigo conclui com um alerta sobre os perigos da normalização do julgamento público e da desvalorização dos direitos fundamentais no processo penal em meio à avalanche de informações distorcidas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Fake news: um processo penal feito de mentiras", escrito por Aury Lopes Jr., Alexandre Morais da Rosa, Philipe Benoni Melo e Silva.

  • Democracia de Fachada: Discussão sobre como a luta pela verdadeira democracia é prejudicada por práticas como fake news e corrupção no Judiciário.
  • Morte Subjetiva da Informação: A disseminação de fake news como uma forma de "assassinar" ideias e ideais na sociedade contemporânea.
  • Impacto das Redes Sociais: Análise da democratização da informação através da internet e seu papel na propagação de notícias falsas.
  • Influência nas Eleições: Reflexão sobre o papel das fake news em influenciar processos eleitorais, com exemplos de Estados Unidos e Brasil.
  • Corrosão dos Direitos e Garantias: Como as fake news afetam o respeito às garantias constitucionais no processo penal e a percepção da justiça.
  • Polarização da Opinião Pública: O efeito da mídia e do discurso político na formação de um ambiente social polarizado em vez de informado.
  • Exemplos de Abusos: Casos como o assassinato de Marielle Franco e o papel de figuras públicas na propagação de desinformação.
  • Presunção de Inocência: Discussão sobre a deterioração do princípio constitucional da presunção de inocência frente à pressão social por punição imediata.
  • A Justiça e as Fake News: Reflexão sobre como a simplificação do discurso de justiça tem levado à desconstrução das bases do Direito Penal.
  • Consequências do Judiciário às Fake News: O impacto de julgamentos impulsionados por desinformação na credibilidade das instituições judiciais.
  • Manipulação da Opinião Pública: Como a repetição de mentiras cria uma nova narrativa social que contamina a percepção jurídica.
  • Need for Media Literacy: A necessidade de aumentar a consciência sobre a veracidade das informações para proteger a justiça e a democracia.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim
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Philipe BenoniAdvogado Criminalista. Título Próprio da Universidade Pablo de Olavide de Sevilha (ES) em Fundamentos Críticos: los derechos humanos como Processos de Lucha por la Dignidad. Especialista em Direito Público pela Faculdade Fortium. Especialista em Probidade Administrativa pela Faculdade Projeção. Autor de livros e artigos.

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