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Artigos Conjur – Em Pernambuco, as audiências de custódia são ‘para inglês ver’?

ARTIGO

Em Pernambuco, as audiências de custódia são ‘para inglês ver’?

O artigo aborda a implementação das audiências de custódia em Pernambuco, analisando sua eficácia e simbolismo em contraste com a situação no Rio de Janeiro. Os autores criticam a abordagem do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que limita essas audiências à verificação de maus-tratos, deslegitimando funções fundamentais desse mecanismo, essencial para a proteção dos direitos humanos e a legalidade das prisões. O texto conclui que, no contexto atual, essas audiências tornam-se meramente formai...

Eduardo Newton, Gina Muniz, Jorge Bheron Rocha
16 fev. 2021 18 acessos
Em Pernambuco, as audiências de custódia são ‘para inglês ver’?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a implementação das audiências de custódia em Pernambuco, destacando a decisão do ministro Edson Fachin que determinou a sua realização para todas as modalidades de prisão, com ênfase nas implicações históricas e culturais dessa prática no estado.

A análise critica a atuação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE), referindo-se ao simbolismo da mudança em um local com forte tradição jurídica e ao papel das audiências na prevenção à tortura, que historicamente é uma preocupação no Brasil. O texto menciona a necessidade de avaliação da legalidade e necessidade das prisões durante as audiências, apontando que o provimento do TJ-PE limita essa análise apenas a avaliações de maus-tratos. Além disso, discute a importância de se evitar a banalização do encarceramento e a necessidade de uma revisão crítica das práticas judiciais, bem como da responsabilidade do sistema judiciário em respeitar normas e tratados internacionais acerca dos direitos humanos.

Por fim, alerta sobre os riscos associados a uma atuação judicial que possa legitimar o superencarceramento, ressaltando o papel da defesa criminal na luta por direitos e garantias fundamentais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Em Pernambuco, as audiências de custódia são 'para inglês ver'?" escrito por Eduardo Januário Newton, Gina Ribeiro Gonçalves Muniz e Jorge Bheron Rocha.

  • Histórico das Audiências de Custódia em Pernambuco: A decisão do ministro Edson Fachin e sua extensão para o estado de Pernambuco, refletindo a importância desse ato nas práticas judiciárias locais.
  • Significado Simbólico das Audiências de Custódia: A relevância da mudança normativa em um estado que é berço da cultura jurídica brasileira e suas implicações históricas.
  • Crítica à Ação do Tribunal de Justiça de Pernambuco: A insuficiência das práticas adotadas e o risco de transformá-las em um mero formalismo legal.
  • Impacto no Combate à Tortura: A importância das audiências de custódia na prevenção da tortura, contextualizando a prática na história do Brasil.
  • Limitações Normativas e Consequências: Análise crítica das restrições impostas pelo Provimento nº 001/2021 do TJ-PE, como a não análise da legalidade e necessidade da prisão.
  • Desrespeito a Tratados Internacionais: A violação das normas e convênios relacionados aos direitos humanos que deveriam proteger os indivíduos após a prisão.
  • Responsabilidade da Defesa Criminal: O papel da defesa pública e privada em não aceitar avanços superficiais, promovendo uma luta efetiva contra o encarceramento em massa.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Eduardo Newton
Eduardo NewtonAtualmente, Defensor Público do estado do Rio de Janeiro. Foi Defensor Público do estado de São Paulo. Possui mais de 17 anos de atuação na defesa criminal. Foi o subscritor da Reclamação Constitucional nº 29.303/RJ que determinou a obrigatoriedade da audiência de custódia para todas as modalidades prisionais.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
Avatar de Jorge Bheron Rocha
Jorge Bheron RochaDefensor Público desde 2006. Doutor em Direito Constitucional pela Unifor e Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Universidade de Coimbra/Portugal com estágio de Pesquisa da George-August-Universitat Göttingen, Alemanha. Ex-Presidente e Conselheiro do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará. Professor, palestrante e autor.

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