Novidade Nova Legislação: texto oficial + decisões do STJ por artigo. Abrir a Legislação
Beta Em refinamento. Conheça o programa
Dica do time CP Remontamos as Trilhas de estudo e a curadoria de notícias agora tem ritmo diário. Ver o que mudou em Conteúdos
Dica do time CP A Agenda tem encontros toda semana e os perfis de experts e players estão mais completos. Conhecer a comunidade
Dica do time CP Reorganizamos a Minha Área e a Central de Ajuda para achar tudo em menos cliques. Ver sua área renovada
Dica do time CP A imersão de maio esgotou. A próxima é Execução Penal, em Brasília, com Lote 1 em vendas. Ver a imersão de junho

Artigos Conjur – Retrospectiva 2014: Ano foi péssimo para o Direito de Defesa

ARTIGO

Retrospectiva 2014: Ano foi péssimo para o Direito de Defesa

O artigo aborda a deterioração do Direito de Defesa no Brasil a partir de 2012, destacando mudanças na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que restringiram o acesso ao Habeas Corpus e aprofundaram a crise no sistema de justiça criminal. O autor critica a política de segurança pública focada na repressão, as condições precárias do sistema carcerário e a necessidade de implementar a audiência de custódia para garantir direitos, enquanto ressalta que as modificações legislativas recentes ...

Augusto de Arruda Botelho
01 jan. 2015 12 acessos
Retrospectiva 2014: Ano foi péssimo para o Direito de Defesa

Este conteúdo é exclusivo para assinantes
Faça login se você já é assinante, ou conheça os planos disponíveis.
Fazer loginVer planos

Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a deterioração do Direito de Defesa no Brasil, iniciando com a crítica à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal desde 2012, que restringiu o uso do Habeas Corpus em resposta à alegada banalização desse recurso, mesmo diante de evidências de injustiças nos tribunais estaduais.

O autor discute o crescimento desmedido do encarceramento e a natureza repressiva da política de segurança pública, destacando a ineficácia das leis, como a Lei das Cautelares Penais, que se tornaram obstáculos ao acesso à liberdade dos presos, especialmente os pobres. A proposta do PLS 554/2011, que visa implementar audiências de custódia, é apresentada como uma solução que, apesar da oposição de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público, poderia mitigar prisões desnecessárias e abusos em detenção.

Por fim, o artigo critica mudanças legislativas que afetaram o Código de Processo Penal, abordando a nova justificativa para prisão preventiva atrelada ao silêncio do acusado, enfatizando a necessidade de um sistema de justiça que respeite os direitos e garantias fundamentais, sem recorrer a medidas repressivas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Ano foi um dos piores da última década para o Direito de Defesa" de Augusto de Arruda Botelho.

  • Mudança na Jurisprudência do STF: O início da derrocada com a restrição do uso do Habeas Corpus em 2012, gerando efeitos negativos para o Direito de Defesa.
  • Estatísticas do Habeas Corpus: Dados da pesquisa da FGV mostram que a maioria dos HCs no STJ decorre de decisões divergentes dos tribunais estaduais.
  • Restrições ao Acesso à Justiça: Críticas às soluções que limitam o uso do Habeas Corpus ao invés de melhorar o sistema judiciário.
  • Situação do Sistema Carcerário: Reflexão sobre a realidade dos presos no Brasil, que são predominantemente de minorias raciais e sociais.
  • Impaciencia com o Judiciário: Discussão sobre a lentidão do sistema judicial e a dificuldade de acesso à justiça, mesmo com advogados experientes.
  • Crítica à Política de Segurança Pública: Análise do uso excessivo da prisão como resposta a diversos problemas sociais e de saúde pública.
  • Lei das Cautelares Penais: Debate sobre os efeitos adversos da lei que visava melhorar a situação da prisão no Brasil.
  • Projeto de Lei PLS 554/2011: Necessidade de implementar a audiência de custódia para salvaguardar os direitos dos presos.
  • Oposição ao Projeto de Lei: Relação de resistência por parte da Polícia Federal e do Ministério Público, indicando preocupações com a implementação da audiência de custódia.
  • Modificações no Código de Processo Penal: Crítica à alteração do artigo 312 que permite a prisão preventiva baseada no silêncio do acusado.
  • Chamado à Responsabilidade: Reflexão sobre a necessidade de combater a criminalidade sem sacrificar os direitos e garantias fundamentais.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
Acessar artigo

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Augusto de Arruda Botelho
Augusto de Arruda BotelhoEspecialista em Direito Penal Econômico pela Universidade de Coimbra, em Direito Penal pela Universidade de Salamanca e mestrando em Direito Penal Econômico na Fundação Getulio Vargas. Iniciei minha carreira no escritório de Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça no primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fui conselheiro na Human Rights Watch – organização que defende e realiza pesquisa sobre Direitos Humanos – e do Projeto Inocência – organização brasileira com o objetivo de enfrentar as condenações de inocentes no país. Fui um dos fundadores da Organização não Governamental Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), onde fui presidente por três anos e fiz parte da diretoria por 16 anos. Atualmente sou conselheiro nato do IDDD. Integro o Projeto Rede Liberdade, criado em 2019, para defender pessoas e organizações sociais alvos de violações de direitos fundamentais. Fui Secretário Nacional de Justiça do Governo Lula até Janeiro de 2024.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos