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Artigos Empório do Direito – Racismo, genocídio e cifra negra: raízes de uma criminologia antropofágica

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ARTIGO

Racismo, genocídio e cifra negra: raízes de uma criminologia antropofágica

O artigo aborda o racismo estrutural e o genocídio da população negra no Brasil, discutindo suas raízes históricas e sociais, além da relação entre a criminalidade e a inferiorização racial. Luciano Góes propõe uma criminologia antiracista e critica a ideologia que perpetua a exclusão do negro, ressaltando a contínua violência institucional e a cifra negra, que representa as vítimas dessa realidade. O texto busca, assim, desvelar as feridas abertas do passado e sua influência na sociedade con...

Luciano Góes
16 out. 2015 56 acessos
Racismo, genocídio e cifra negra: raízes de uma criminologia antropofágica

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda uma análise crítica sobre as interseções entre racismo, genocídio e criminologia no Brasil, destacando diversas temáticas centrais.

Inicialmente, é discutido o racismo estrutural e a cifra negra, evidenciando o genocídio histórico da população negra em decorrência de políticas de extermínio que se perpetuam ao longo do tempo. O autor menciona a importância da decolonialidade e da criminologia de libertação, propondo um entendimento crítico e próprio para a realidade brasileira, que se distancia do paradigma racista predominante. O texto também explora a construção social do crime e do criminoso, mostrando como o sistema punitivo perpetua a exclusão e o controle social sobre os negros. Além disso, são abordados os efeitos do racismo científico, que estabeleceram uma base para a criminologia tradicional, promovendo a ideia de que características biológicas e raciais estão associadas à criminalidade.

O autor destaca a realidade do genocídio negro na atualidade, enfatizando o papel do sistema penal que, em sua selecção, é permeado por preconceitos étnicos, levando a taxações desiguais e à marginalização desta população. Finalmente, discorre sobre a evolução das políticas públicas e como a "democracia racial" parece esconder a continuidade da violência institucional e do racismo, ao tratar o racismo como um tabu que impede a discussão e a conscientização sobre a questão racial, perpetuando uma estrutura de exclusão e opressão.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Racismo, genocídio e cifra negra: raízes de uma criminologia antropofágica" por Luciano Góes.

  • Racismo Estrutural: Análise do racismo como uma construção histórica e estruturante da sociedade brasileira, propiciando genocídio e exclusão do negro.
  • Cifra Negra: Discussão sobre o conceito de cifra negra como uma representação dos corpos negros perdidos devido a políticas genocidas e racistas.
  • Decolonialidade e Criminologia da Libertação: Proposta de uma criminologia crítica e própria, que considere as especificidades do contexto brasileiro e a luta contra o paradigma racista.
  • História do Racismo no Brasil: Exploração das raízes históricas do racismo desde a colonização, escravidão e suas implicações sociais até os dias atuais.
  • Criminalização do Negro: Reflexão sobre como a criminalização racial se manifesta na sociedade, impactando diretamente a vida dos negros no Brasil.
  • Influência do Direito Penal: Análise da seletividade do sistema penal e como ele proclama uma falsa igualdade, perpetuando a violência e o controle social sobre a população negra.
  • Genocídio e o Sistema Penal: Discussão sobre o papel do sistema penal na perpetuação do genocídio negro, identificando a presença do racismo institucionalizado.
  • Estereótipos Raciais: Reflexão sobre como estereótipos negativos afetam a percepção social do negro, contribuindo para a marginalização e exclusão.
  • Impactos da Abolição: Consideração dos efeitos da abolição da escravidão na sociedade e como a emancipação não resultou em igualdade real para a população negra.
  • A Luta pela Identidade Negra: A importância do reconhecimento da identidade negra como um ato político de resistência contra o racismo e a exclusão.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Luciano GóesDoutor em Direito (UnB - 2023) e mestre em Direito (UFSC - 2015), é professor, palestrante, advogado abolicionista quilombista e autor dos livros “Direito penal antirracista” e “A \'tradução\' de Lombroso na obra de Nina Rodrigues: o racismo como bases estruturante da Criminologia brasileira”, Prêmio Jabuti em 2017.

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