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Artigos Empório do Direito – O agravo e a interpretação do art. 1.015, cpc pela doutrina e pelo stj

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ARTIGO

O agravo e a interpretação do art. 1.015, cpc pela doutrina e pelo stj

O artigo aborda a interpretação do artigo 1.015 do CPC/2015 pelo STJ, destacando a possibilidade de aplicar interpretações extensivas ou analógicas para decisões interlocutórias não especificamente mencionadas. Os autores analisam decisões recentes que permitem o uso do agravo de instrumento diante de questões como competência e efeitos suspensivos, ressaltando a controvérsia existente na doutrina e a necessidade de uma reforma legislativa para sanar as lacunas do sistema recursal atual.

Dierle Nunes
23 fev. 2018 25 acessos
O agravo e a interpretação do art. 1.015, cpc pela doutrina e pelo stj

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a aplicação da interpretação extensiva ou analógica ao artigo 1.015 do CPC/2015, especificamente nos incisos III e X, permitindo a recorribilidade de decisões interlocutórias que não estão explicitamente contempladas na legislação.

Discutem-se decisões do STJ que, por unanimidade, admitiram a interposição de agravo de instrumento para decisões sobre competência e sobre a negação de efeito suspensivo a embargos à execução. O texto explora as divergências doutrinárias sobre a necessidade de interpretação extensiva e destaca a controvérsia na aplicação do rol taxativo de decisões agraváveis, além das implicações dessa interpretação para o sistema judicial, ressaltando a necessidade de reforma legislativa para sanar as lacunas do CPC.

O debate é enriquecido com a visão de vários autores que se posicionam a favor e contra a interpretação extensiva, refletindo sobre suas consequências para a segurança jurídica e a previsibilidade das decisões processuais. Por fim, conclui-se que a utilização da interpretação extensiva pode gerar incertezas no processo, defendendo-se a adoção de soluções administrativas mais precisas e fundamentadas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O agravo e a interpretação do art. 1.015, cpc pela doutrina e pelo stj" por Dierle Nunes, Erica Alves Aragão e Lígia de Freitas Barbosa.

  • Interpretação extensiva do art. 1.015 do CPC/2015: O entendimento de que é possível aplicar uma interpretação extensiva ou analógica para incluir decisões não expressamente mencionadas nos incisos do artigo.
  • Decisões do STJ sobre competência: A admissibilidade do agravo de instrumento em decisões que tratem sobre competência, destacando o Recurso Especial n. 1.679.909-RS.
  • Implicações da decisão sobre competência: A justificativa para a recorribilidade imediata de decisões que definem competência, mesmo sem previsão expressa no artigo.
  • Interpretação do art. 1.015, inciso X: Análise do Recurso Especial n. 1.694.667-PR e a possibilidade de recorrer de decisões que não concedem efeito suspensivo aos embargos à execução.
  • Controvérsia doutrinária: Discussões sobre a aplicação da interpretação extensiva no meio acadêmico, com diferentes posições sobre a cabimento do agravo.
  • Críticas à restrição da recorribilidade: Debate sobre o rol taxativo das decisões agraváveis e suas consequências para o sistema processual.
  • Proposta de reforma legislativa: A necessidade de alterar o CPC/2015 para resolver incoerências e distorções relacionadas ao agravo de instrumento.
  • Risco de segurança jurídica: A interpretação extensiva pode gerar insegurança e uma proliferação descontrolada de agravos, impactando o processo judicial.
  • Limites interpretativos: A necessidade de respeitar os limites do legislador e evitar interpretações que criem novas hipóteses de agravo não previstas.
  • Conclusão sobre a opção legislativa: A defesa de que a solução para as distorções do modelo atual passa pela reforma legislativa e pela criação de um modelo de cabimento mais adequado.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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