Da atuação com perspectiva de gênero na área criminal: lançamento de advocacia criminal feminista
O artigo aborda a importância da advocacia criminal feminista, destacando como a perspectiva de gênero pode transformar a atuação jurídica, especialmente em casos de violência contra a mulher. Coordenado por Ezilda Melo e Thaise Mattar Assad, o texto enfatiza a necessidade de mudança cultural e educacional no direito, promovendo a equidade e a proteção dos direitos das mulheres dentro de um sistema historicamente machista. Além disso, propõe a criação de um manifesto para uma advocacia mais i...

O artigo aborda a importância da advocacia criminal feminista, enfatizando a necessidade de uma atuação jurídica com uma perspectiva de gênero que considere as especificidades enfrentadas por mulheres tanto como vítimas quanto como acusadas em processos criminais.
Os temas discutidos incluem a intersecção entre advocacia, feminismo e gênero, que configura a base teórica da prática; o encarceramento feminino e suas particularidades; a violência doméstica e o feminicídio, que se torna um foco essencial pela gravidade e incidência desses crimes; além dos crimes sexuais e do tráfico de mulheres, que revelam a vulnerabilidade extrema enfrentada por esse grupo. O artigo também discute a urgência de transformar a formação acadêmica em Direito para incluir a análise de gênero, propondo uma mudança sistêmica que promova a equidade e a justiça para as mulheres no âmbito jurídico.
A obra propõe um manifesto pela advocacia com uma visão de gênero no Brasil, que busca assegurar direitos iguais e a promoção de mulheres em cargos de poder dentro das instituições jurídicas, refletindo a necessidade de inclusão e reconhecimento das contribuições femininas no Direito. Por fim, o texto clama por uma mudança cultural que reconheça e combata o machismo histórico e institucional, buscando efetivar os direitos das mulheres em todos os aspectos jurídicos e sociais.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Da atuação com perspectiva de gênero na área criminal: lançamento de advocacia criminal feminista" por Ezilda Melo e Thaise Mattar Assad.
- Importância do recorte de gênero: Discussão sobre a necessidade de uma advocacia criminal que considere as especificidades da vivência de mulheres tanto como vítimas quanto como acusadas.
- Temas tratados na obra: A obra é composta por 35 trabalhos divididos em quatro eixos: advocacia, feminismo e gênero; encarceramento feminino; violência doméstica e feminicídio; crimes sexuais e tráfico de mulheres e drogas.
- Necessidade de mudança cultural: O papel do feminismo na transformação da mentalidade e cultura no campo do Direito, visando à equidade e aos direitos das mulheres.
- Violência de gênero no campo jurídico: Análise da violência contra mulheres e a impunidade nos casos de violência, destacando a aplicação das leis existentes, como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio.
- Educação em direitos das mulheres: Proposta de inclusão dos Direitos das Mulheres como disciplina autônoma nas Faculdades de Direito, com uma abordagem crítica ao machismo estrutural presente no sistema jurídico.
- Práticas da advocacia feminista: A advocacia feminista é apresentada como uma prática política e estratégica que visa a efetivação dos direitos das mulheres e a equidade no tratamento no Judiciário.
- Compromisso com a mudança sistêmica: A necessidade de uma transformação estrutural que assegure o respeito à dignidade e direitos das mulheres, combatendo a discriminação em todas as esferas.
- Atuação do profissional com escuta empática: Enfatiza a importância de uma prática jurídica que se baseie na escuta empática, solidariedade e princípios feministas para o acolhimento de mulheres vítimas de violência.
- Manifesto pela Advocacia com perspectiva de gênero: Proposta de mudanças na Ordem da Advocacia Brasileira, promovendo igualdade de remuneração e posições de poder para mulheres no campo jurídico.
- Urgência de democratização do conhecimento jurídico: Apelo à democratização da produção de conhecimento no Direito, abordando questões de gênero, raça e classe para promover mudanças efetivas.
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