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Artigos Empório do Direito – Breves comentários sobre a obra “as misérias do processo penal” de francesco carnelutti – (parte 02)

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ARTIGO

Breves comentários sobre a obra “as misérias do processo penal” de francesco carnelutti – (parte 02)

O artigo aborda os principais pontos da obra “As Misérias do Processo Penal”, de Francesco Carnelutti, enfatizando a importância do papel do advogado como amigo e defensor do preso, que enfrenta não apenas seus sofrimentos físicos, mas também sua solidão espiritual. Além disso, discute a posição do juiz como figura superior no processo, destacando a necessidade de uma imparcialidade entre as partes. O autor também reflete sobre a estrutura do processo penal e a necessidade de respeitar indivi...

Paulo Silas Filho
23 dez. 2018 92 acessos
Breves comentários sobre a obra “as misérias do processo penal” de francesco carnelutti – (parte 02)

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda os aspectos fundamentais da obra “As Misérias do Processo Penal” de Francesco Carnelutti, concentrando-se nos capítulos que discutem a figura do advogado, o papel do juiz e das partes no processo penal.

Inicialmente, destaca-se a ideia de que o encarcerado é uma pessoa em necessidade, não apenas fisicamente, mas também espiritualmente, e que a amizade do advogado é crucial para aliviar sua solidão e dor. O autor enfatiza que o advogado deve ser um alicerce de apoio e esperança para o réu, possuindo um conhecimento profundo da história de vida do seu cliente, além de apenas dados superficiais. O quarto capítulo foca no juiz, descrito como uma figura de autoridade indiscutível no processo, destacando a importância de sua imparcialidade e sua superioridade em relação às partes.

Carnelutti critica também a disposição física dos agentes no tribunal, onde o acusador se senta ao lado do juiz, uma situação que ele considera problemática e que indica um processo penal retrógrado e tendencioso. Ele conclui defendendo que a questão penal deve ser encarada como uma questão de fé no ser humano, e sugere que juízes deveriam conhecer a natureza humana em sua totalidade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Breves comentários sobre a obra 'As Misérias do Processo Penal' de Francesco Carnelutti – (parte 02)" por Wellington Jacó Messias e Paulo Silas Taporosky Filho.

  • A Toga como Elemento Diferenciador: Análise do conceito de "toga" e seu papel na autoridade exercida no processo penal, destacando a reflexão de Carnelutti sobre o encarcerado como um ser aprisionado em sua própria solidão.
  • A Necessidade Espiritual do Preso: Discussão sobre a perspectiva de Carnelutti de que o preso é essencialmente uma pessoa necessitada, enfatizando a solidão e a dor espiritual enfrentada pela população carcerária.
  • A Amizade como Remédio: Destaca a importância da amizade, especialmente a do advogado, como um suporte fundamental para o encarcerado, que se vê abandonado pelo resto da sociedade.
  • Função do Advogado no Processo Penal: Exploração do papel do advogado como um alicerce para o preso, responsável por assegurar a liberdade e trazer esperança, conforme a visão carneluttiana.
  • Superioridade do Juiz: Análise da posição do juiz no processo penal, entendendo-o como figura superior e imparcial, conforme argumentado por Carnelutti em relação às partes envolvidas.
  • Partes vs. Atores Processuais: Discussão sobre a diferença entre partes e atores processuais, considerando as relações de conflito e a imparcialidade necessária do juiz durante o julgamento.
  • Espaço Físico no Processo Penal: Crítica à posição do ministério público ao lado do juiz, defendendo uma mudança na dinâmica do ambiente da sala de audiência para garantir uma justiça mais equânime.
  • A Questão Penal como Questão de Fé no Homem: Reflexão final de Carnelutti sobre a importante relação entre juízes e a compreensão da humanidade, podendo os juízes conhecer os diversos aspectos da natureza humana.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Paulo Silas FilhoMestre em Direito; Especialista em Ciências Penais; Especialista em Direito Processual Penal; Especialista em Filosofia; Especialista em Teoria Psicanalítica; Bacharelando em Letras (Português); Professor de Processo Penal e Direito Penal (UNINTER e UnC); Advogado; Escritor; Membro da Comissão de Prerrogativas da OAB/PR; Membro da Comissão de Assuntos Culturais da OAB/PR; Membro da Comissão de Advocacia Criminal da OAB/PR; Membro da Rede Brasileira de Direito e Literatura.

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