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Artigos Empório do Direito – A evolução dos direitos das crianças e adolescentes até a era da proteção integral

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ARTIGO

A evolução dos direitos das crianças e adolescentes até a era da proteção integral

O artigo aborda a evolução dos direitos das crianças e adolescentes no Brasil, destacando marcos significativos como a Lei do Ventre Livre de 1871, o Código de Menores de 1927 e a instituição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que consolidou a proteção integral. Até a promulgação do ECA, as legislações anteriores tratavam as crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade de forma repressiva, sem garantir direitos fundamentais. O texto analisa as transformações legais que r...

Juliano Keller do Valle
05 out. 2018 30 acessos
A evolução dos direitos das crianças e adolescentes até a era da proteção integral

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a evolução dos direitos das crianças e adolescentes no Brasil, começando com a Lei do Ventre Livre (1871), que garantiu direitos às crianças escravas, passando pelo Código de Menores de 1927 (Mello Mattos), que introduziu o conceito de menores em situação irregular, mas falhou em abarcar todas as crianças necessitadas.

Em seguida, menciona o Serviço de Assistência ao Menor (SAM) criado em 1941, que visava atender menores infratores e carentes, mas cujo trabalho foi insuficiente e até criticado. O texto também discute a criação da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM) em 1964, que tinha o objetivo de reformar o atendimento a menores, mas acabou sendo ineficaz. O surgimento do Código de Menores de 1979 trouxe a figura do "menor irregular", que ainda não atendia à totalidade das necessidades das crianças.

A culminância do processo é o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990, que consagrou a proteção integral, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e priorizando políticas públicas para seu desenvolvimento. O artigo conclui com um breve comentário sobre propostas de novos projetos de lei, como o que tipifica o abandono afetivo, reafirmando a crescente preocupação com a proteção e os direitos desta população vulnerável.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A evolução dos direitos das crianças e adolescentes até a era da proteção integral" por Rafael Floriano, Amanda Perrone Ausier e Juliano Keller do Valle.

  • Introdução à evolução jurídica: A evolução do ordenamento jurídico brasileiro em relação aos direitos das crianças e adolescentes, começando com a Lei do Ventre Livre de 1871 até a criação do ECA.
  • Lei do Ventre Livre (1871): A primeira lei a resguardar os direitos das crianças escravas, permitindo que mães escravas cuidassem de seus filhos até certa idade.
  • Código de Menores (1927): Introduzido para tratar dos menores em situações de carência ou infração, mas limitado a apenas uma parte da população infantil.
  • Serviço de Assistência ao Menor (SAM): Criado para dar assistência a menores infratores, mas criticado por falhar em seus objetivos e adotar práticas repressivas.
  • Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM): Substituiu o SAM em 1964, mas falhou em garantir os direitos dos menores, refletindo uma abordagem punitiva.
  • Código de Menores de 1979: Introduziu a figura do "menor irregular", classificando crianças e adolescentes com base na situação familiar e social, mas falhando em abranger todos os que precisavam de auxílio.
  • Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): Introduzido em 1990, marcando a mudança de paradigma ao considerar crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, ao invés de objetos de tutela.
  • Princípios da Proteção Integral: Adoção da doutrina da proteção integral que assegura direitos fundamentais e reconhecimento do Estado e da sociedade na proteção das crianças.
  • Projetos de lei relacionados: Discussão sobre o projeto de lei que visa tipificar o abandono afetivo, buscando reforçar os direitos dos filhos menores.
  • Conclusão: Reafirmação da importância do ordenamento jurídico em garantir os direitos das crianças e adolescentes que necessitam de proteção, destacando a evolução histórica e as falhas dos métodos anteriores.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Juliano Keller do ValleAdvogado. OAB/SC 12.030 e OAB/SP 302.568. Mestre e Doutor em Ciência Jurídica UNIVALI. Professor de Processo Penal.

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