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Artigos Empório do Direito – A adoção do sistema acusatório no brasil e a necessidade de se definir o papel de cada um dos sujeitos processuais penais

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ARTIGO

A adoção do sistema acusatório no brasil e a necessidade de se definir o papel de cada um dos sujeitos processuais penais

O artigo aborda a transição do Brasil para um sistema acusatório no processo penal, destacando a necessidade de redefinir os papéis dos sujeitos processuais. O autor critica o atual Código de Processo Penal, que mantém características inquisitórias, e argumenta que reformas superficiais não são suficientes para promover uma verdadeira democratização e adequação à Constituição. A obra alerta para a armadilha do modelo napoleônico, que disfarça o sistema inquisitório sob uma façade acusatória, ...

José Santiago
22 ago. 2023 29 acessos 5,0 (1 avaliações)
A adoção do sistema acusatório no brasil e a necessidade de se definir o papel de cada um dos sujeitos processuais penais

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a adoção do sistema acusatório no Brasil e a imperiosa necessidade de definir claramente os papéis de cada um dos sujeitos processuais penais, destacando a relevância de desvincular-se da armadilha napoleônica presente no processo penal brasileiro.

O texto inicializa com a importância da Constituição para a implementação do Estado Democrático de Direito e discute como o Código de Processo Penal, herança de regimes autoritários, ainda molda a prática penal de forma inadequada. É explorada a diferença entre os sistemas inquisitivo e acusatório, com ênfase na gestão da prova e suas implicações para a ordem processual. A história dos sistemas processuais penais é analisada desde Roma, passando pela Idade Média, até a influência do Código Napoleônico, que, ao criar um modelo aparentemente acusatório, manteve características inquisitoriais que perpetuam a ineficácia do sistema.

O autor destaca a relação entre as estruturas da Constituição e do Código de Processo Penal e propõe que reformas pontuais não são suficientes; há necessidade de uma verdadeira refundação do processo penal, onde os papéis do juiz, do acusador e da defesa sejam rigorosamente respeitados conforme as diretrizes constitucionais. O texto conclui ressaltando a urgência de uma mudança estrutural e de mentalidade para efetivar o sistema acusatório desejado no Brasil.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A adoção do sistema acusatório no Brasil e a necessidade de se definir o papel de cada um dos sujeitos processuais penais: a importância de desarmar a armadilha napoleônica no processo penal brasileiro." por José de Assis Santiago Neto.

  • Estado Democrático de Direito: Discussão sobre a implementação do Estado Democrático e a necessidade de evolução constante da Constituição, especialmente no contexto do processo penal.
  • Código de Processo Penal: Análise crítica do Código de Processo Penal, sua origem sob regimes autoritários e a dificuldade de sua adequação ao modelo democrático atual.
  • Estruturas Acusatória e Inquisitória: Diferenciação entre os sistemas acusatório e inquisitório, destacando a gestão da prova como princípio reitor e como isso impacta o processo penal.
  • História dos Sistemas: Referência à evolução histórica dos sistemas processuais penais, desde Roma até as Ordenações Criminais Francesas e sua influência na construção do sistema atual no Brasil.
  • Crítica ao Código Napoleônico: Análise da dualidade de fases do Código Napoleônico, que mescla elementos acusatórios e inquisitórios, perpetuando a inquisição disfarçada de acusatoriedade.
  • Reformas e Limitações: Avaliação das reformas pontuais no Código de Processo Penal brasileiro e suas limitações em realmente promover um modelo acusatório.
  • Papel dos Sujeitos Processuais: Importância da definição clara dos papéis de acusação, defesa e julgamento, com base na Constituição, para a efetivação do sistema acusatório.
  • Juiz de Garantias: Discussão sobre o papel do juiz de garantias e os riscos de um contato inadequado com a fase inquisitorial que pode comprometer a presunção de inocência e o contraditório.
  • Necessidade de Refundação: Proposta de uma verdadeira refundação do processo penal brasileiro, além das reformas pontuais, visando à construção de um sistema que respeite os direitos fundamentais e o devido processo legal.
  • Desarmando a Armadilha Napoleônica: Mensagem final sobre a urgência de se libertar do modelo napoleônico que ainda influencia o processo penal brasileiro, buscando uma verdadeira adequação ao sistema acusatório previsto na Constituição.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

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José SantiagoMestre e doutor em Direito Processual pela PUCMINAS, professor da PUC Minas lecionando Direito Penal e Processual Penal, advogado criminalista.

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