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Artigos Conjur – Reclamação Constitucional 29.303 e audiências de custódia

ARTIGO

Reclamação Constitucional 29.303 e audiências de custódia

O artigo aborda a importância da audiência de custódia no contexto do processo penal humanitário, ressaltando seu papel na verificação da legalidade e necessidade das prisões e na proteção dos direitos humanos. Os autores discutem a Reclamação Constitucional nº 29.303, que busca garantir esse direito a todos os presos, não apenas aos que estão em flagrante, e criticam a desigualdade entre diferentes tipos de prisões. A análise destaca a urgência de implementar audiências de custódia para todo...

Eduardo Newton, Gina Muniz, Jorge Bheron Rocha
08 dez. 2020 14 acessos
Reclamação Constitucional 29.303 e audiências de custódia

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas relacionados à audiências de custódia e à Reclamação nº 29.303, ressaltando a importância deste instrumento no sistema penal brasileiro, que visa garantir direitos humanos e combater prisões ilegais.

Inicialmente, discute-se a origem e implementação das audiências de custódia, mencionando sua previsão em tratados internacionais como a Convenção Americana de Direitos Humanos e seu reconhecimento legal no Brasil a partir de 2015. Destaca a necessidade de ampliar a aplicação das audiências de custódia para todas as modalidades de prisão, não se restringindo apenas a prisões em flagrante, enfatizando que isso se alinha às obrigações do Estado em respeitar direitos consagrados internacionalmente. Além disso, enfatiza o papel das audiências na verificação da legalidade e necessidade das prisões, questionando práticas que podem resultar em cerceamento de defesa e maus-tratos a presos.

O artigo também menciona a atuação do STF em casos relacionados à violência policial e sua relevância em assegurar o direito à audiência de custódia a todos os presos, mostrando um evidente descompasso entre o tratamento dado a diferentes tipos de prisão. Por fim, aborda a questão da isonomia no tratamento de presos e defende que a restrição das audiências de custódia às prisões em flagrante infringe princípios fundamentais dos direitos humanos, culminando em um apelo para que a Suprema Corte estenda essas garantias a todas as modalidades de prisão.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Reclamação nº 29.303 e audiências de custódia: todos os presos importam!" de Eduardo Januário Newton, Gina Ribeiro Gonçalves Muniz e Jorge Bheron Rocha.

  • Direito Penal Humanitário: Discussão sobre as diretrizes constitucionais e convencionais que visam maximizar a eficácia dos direitos humanos, com foco na implementação das audiências de custódia no Brasil.
  • Audiência de Custódia: Exame das finalidades da audiência, que incluem verificar possíveis maus tratos, a legalidade e a necessidade da prisão do detido, em conformidade com tratados internacionais ratificados pelo Brasil.
  • Reclamação Constitucional nº 29.303: Análise do processo que busca garantir audiências de custódia para todos os tipos de prisão, principalmente preventiva e temporária, questionando a restrição atual apenas a prisões em flagrante.
  • Violência Policial e Direitos Humanos: Avaliação das implicações das operações policiais nas favelas e a importância do controle sobre a violência policial, destacando a conexão entre a ADPF nº 635 e a Reclamação nº 29.303.
  • Legalidade e Necessidade das Prisões: Reflexão sobre a validade das prisões em situações com mandados questionáveis ou que já se encontram prescritos, e a importância de se assegurar um processo justo desde a audiência de custódia.
  • Cerceamento de Defesa: Discussão sobre a falta de oportunidade de os presos preventivos se apresentarem diante do juiz, impactando seu direito constitucional ao contraditório e à defesa.
  • Redução das Prisões Ilegais: Importância das audiências de custódia como mecanismo para combater prisões desnecessárias e a sobrecarga do sistema penitenciário brasileiro, promovendo a economia do Estado.
  • Igualdade de Tratamento: Crítica à desigualdade no tratamento entre presos em flagrante e aqueles com prisões preventivas ou temporárias, ressaltando a violação do princípio da isonomia.
  • Princípio Pro Homine: Defesa de que a restrição das audiências de custódia fere este princípio fundamental dos direitos humanos, que deve guiar a interpretação das normas convencionais.
  • Perspectiva do STF: Expectativa de que o Supremo Tribunal Federal reconheça a importância da extensão das audiências de custódia a todos os tipos de prisões, reafirmando o compromisso do Brasil com os direitos humanos e a democracia.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Eduardo Newton
Eduardo NewtonAtualmente, Defensor Público do estado do Rio de Janeiro. Foi Defensor Público do estado de São Paulo. Possui mais de 17 anos de atuação na defesa criminal. Foi o subscritor da Reclamação Constitucional nº 29.303/RJ que determinou a obrigatoriedade da audiência de custódia para todas as modalidades prisionais.
Avatar de Gina Muniz
Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
Avatar de Jorge Bheron Rocha
Jorge Bheron RochaDefensor Público desde 2006. Doutor em Direito Constitucional pela Unifor e Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Universidade de Coimbra/Portugal com estágio de Pesquisa da George-August-Universitat Göttingen, Alemanha. Ex-Presidente e Conselheiro do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará. Professor, palestrante e autor.

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