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Artigos Conjur – O reconhecimento de pessoas a partir de estudos empíricos

ARTIGO

O reconhecimento de pessoas a partir de estudos empíricos

O artigo aborda a intersecção entre o reconhecimento de pessoas e a psicologia dentro do Direito Processual Penal brasileiro, destacando a influência da memória na identificação de suspeitos. Discute aspectos como a falibilidade da memória, as implicações do efeito Cross-Race e a importância de procedimentos adequados para garantir a confiabilidade das provas testemunhais. O texto enfatiza a necessidade de integração das práticas da psicologia do testemunho com os protocolos do reconhecimento...

Tiago Gagliano
19 abr. 2025 27 acessos
O reconhecimento de pessoas a partir de estudos empíricos

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexa intersecção entre a psicologia e o Direito Processual Penal brasileiro, focando nos fenômenos psicológicos que impactam o reconhecimento de pessoas e a confiabilidade da memória humana, que fundamenta essa prova no sistema judicial.

Ele explora a vulnerabilidade da memória a distorções, como o efeito Cross-Race, que afeta a precisão do reconhecimento facial, especialmente entre indivíduos de diferentes raças, e discute a importância de implementar protocolos rigorosos que incluam técnicas de minimização de viés e o uso de provas mais objetivas, como o DNA. O texto também destaca a relevância da psicologia do testemunho, apresentando técnicas como instruções claras e apresentação sequencial de suspeitos, visando aumentar a acurácia dos reconhecimentos e mitigar erros judiciários.

Além disso, menciona a Resolução CNJ nº 484/2022, que busca padronizar práticas de reconhecimento e reduzir a incidência de falsos reconhecimentos no sistema judicial. Por fim, enfatiza que a credibilidade dos procedimentos de reconhecimento é essencial para fundamentar condenações e evitar injustiças, sendo necessárias instruções imparciais e a consideração das limitações da memória humana em cada caso.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O reconhecimento de pessoas a partir de estudos empíricos" por Luís Eduardo Almeida de Cristo, Rodrigo Faucz, Tiago Gagliano Pinto Alberto.

  • Reconhecimento de pessoas no processo penal: Discussão sobre como o reconhecimento é utilizado como prova, fundando-se na memória de testemunhas e vítimas, e a importância da confiabilidade dessa memória.
  • Influências psicológicas na memória: Reflexão sobre como fatores cognitivos, emocionais e contextuais afetam o processo de reconhecimento e a evidência testemunhal.
  • Erros judiciais e reconhecimento falho: Análise dos riscos associados a reconhecimentos sem parâmetros técnicos adequados, destacando a importância de avaliar a prova em conjunto com outros elementos probatórios.
  • Manual do CNJ: Apresentação do manual lançado pelo Conselho Nacional de Justiça para mitigar erros no reconhecimento de pessoas, enfatizando a necessidade de práticas baseadas em psicologia do testemunho.
  • Técnicas de otimização do reconhecimento: Exploração de métodos como instruções claras, apresentação sequencial de suspeitos e registro audiovisual para aumentar a precisão do reconhecimento.
  • Desafios da prova testemunhal: Análise das limitações da memória e do potencial para distorções, necessitando de cautela na interpretação de relatos testemunhais.
  • Efeito Cross-Race: Discussão sobre como a raça e etnia podem afetar a precisão do reconhecimento facial, destacando a necessidade de protocolos que considerem esses viéses no sistema de justiça.
  • Propostas de padronização e imparcialidade: Reflexão sobre propostas de padronização de procedimentos de reconhecimento e a importância de instruções imparciais para garantir a justiça.
  • Credibilidade do reconhecimento: Importância da confiabilidade no procedimento de reconhecimento para fundamentar condenações ou excluir suspeitas, assegurando um sistema de justiça mais igualitário.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Tiago GaglianoPós-doutorado em Direito (PUCPR e Universidad León-ES), em Psicologia do Testemunho (PUC-RS) e em Ontologia e Epistemologia (PUCPR). Doutor em Direito (UFPR). Professor (stricto e lato sensu) e Juiz de Direito (TJPR).

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