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Artigos Conjur – O reconhecimento de pessoas a partir de estudos empíricos (parte 2)

ARTIGO

O reconhecimento de pessoas a partir de estudos empíricos (parte 2)

O artigo aborda a aplicação dos Princípios Méndez no reconhecimento de pessoas no processo penal brasileiro, destacando a importância de práticas que respeitem os direitos humanos e a dignidade dos entrevistados. Discorre sobre a padronização dos procedimentos de reconhecimento impulsionada pelo CNJ, bem como a necessidade de instruções imparciais para reduzir erros judiciários. Os autores também apresentam um estudo empírico que evidencia a eficácia dessas orientações, reforçando a relevânci...

Tiago Gagliano
26 abr. 2025 22 acessos
O reconhecimento de pessoas a partir de estudos empíricos (parte 2)

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a aplicação dos Princípios Méndez no reconhecimento de pessoas no contexto penal brasileiro, destacando a importância de protocolos baseados em ciência, direito e ética para garantir a dignidade dos entrevistados.

Discute a iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em aprimorar os procedimentos de reconhecimento através da Resolução CNJ nº 484/2022, que padroniza práticas reconhecidas como confiáveis na psicologia do testemunho. O texto elenca três etapas fundamentais para um reconhecimento justo: 1) descrição inicial do criminoso pela testemunha, 2) preparação com apresentação simultânea do suspeito e fillers adequados, e 3) realização do procedimento por profissionais treinados em “duplo cego” e documentado em áudio e vídeo. Também aborda a relevância de instruções imparciais antes do reconhecimento para reduzir erros, evitando a pressão sobre a testemunha e promovendo identificações mais precisas.

Além disso, apresenta um experimento empírico brasileiro que confirmou a eficácia de instruções imparciais e sugere que tais práticas devem ser integradas à formação e ao funcionamento do sistema de justiça criminal para minimizar injustiças e erros processuais. O artigo conclui destacando a necessidade de um sistema jurídico que seja cientificamente fundamentado, assegurando que os reconhecimentos não sejam feitos de forma isolada e que a memória das testemunhas seja tratada com a devida cautela.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O reconhecimento de pessoas a partir de estudos empíricos (parte 2)" por Luís Eduardo Almeida de Cristo, Tiago Gagliano Pinto Alberto e Rodrigo Faucz.

  • Princípios Méndez: Discussão sobre a importância de guiar entrevistas pela ciência, direito e ética para respeitar direitos humanos.
  • Atuação do CNJ: Criação de um grupo de trabalho e a Resolução CNJ nº 484/2022 para padronização do procedimento de reconhecimento no processo penal.
  • Manual de aplicação: Lançamento do manual de aplicação da Resolução 484/2022, colaborando com profissionais e pesquisadores para assegurar práticas seguras e confiáveis.
  • Diretrizes faltantes na legislação: Crítica à falta de diretrizes claras na legislação processual penal brasileira sobre procedimentos de reconhecimento.
  • Orientações de Stein e Cecconello: Propostas para um reconhecimento justo, divididas em três etapas: antes do reconhecimento, preparação e durante o reconhecimento.
  • Importância da instrução antes do reconhecimento: A necessidade de garantir que a testemunha saiba que o suspeito pode não estar presente, reduzindo a pressão e melhorando a precisão.
  • Efeitos de instruções tendenciosas: Análise dos impactos negativos de instruções que induzem à identificação e a importância de orientações imparciais.
  • Experimento empírico brasileiro: Estudo sobre o impacto de instruções imparciais no reconhecimento, com resultados que evidenciam sua eficácia.
  • Considerações finais: Reflexão sobre a fragilidade da memória e a necessidade de integrar evidências científicas com práticas forenses para evitar injustiças.
  • Integração de pesquisa e prática: Chamado à colaboração entre pesquisadores e profissionais do sistema de justiça para aprimorar o processo de reconhecimento e minimizar erros judiciais.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Tiago GaglianoPós-doutorado em Direito (PUCPR e Universidad León-ES), em Psicologia do Testemunho (PUC-RS) e em Ontologia e Epistemologia (PUCPR). Doutor em Direito (UFPR). Professor (stricto e lato sensu) e Juiz de Direito (TJPR).

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