Novidade Nova Legislação: texto oficial + decisões do STJ por artigo. Abrir a Legislação
Beta Em refinamento. Conheça o programa
Dica do time CP Remontamos as Trilhas de estudo e a curadoria de notícias agora tem ritmo diário. Ver o que mudou em Conteúdos
Dica do time CP A Agenda tem encontros toda semana e os perfis de experts e players estão mais completos. Conhecer a comunidade
Dica do time CP Reorganizamos a Minha Área e a Central de Ajuda para achar tudo em menos cliques. Ver sua área renovada
Dica do time CP A imersão de maio esgotou. A próxima é Execução Penal, em Brasília, com Lote 1 em vendas. Ver a imersão de junho

Artigos Conjur – O que é isto — o sistema (sic) de precedentes no CPC?

ARTIGO

O que é isto — o sistema (sic) de precedentes no CPC?

O artigo aborda a crítica ao conceito de "sistema de precedentes" introduzido no Código de Processo Civil de 2015, questionando a verdadeira funcionalidade e o alcance desse modelo no Brasil. Os autores, Lenio Luiz Streck e Georges Abboud, argumentam que a noção de precedentes não pode ser confundida com a simplificação da jurisprudência, enfatizando a importância do respeito ao ordenamento jurídico e à Constituição. Além disso, eles ressaltam os riscos de concentração de poder no Judiciário ...

Georges Abboud
18 ago. 2016 7 acessos
O que é isto — o sistema (sic) de precedentes no CPC?

Este conteúdo é exclusivo para assinantes
Faça login se você já é assinante, ou conheça os planos disponíveis.
Fazer loginVer planos

Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crítica ao conceito de "sistema de precedentes" introduzido pelo Código de Processo Civil de 2015 (CPC-2015). Os autores examinam a definição de "sistema" dentro da doutrina processual, discutindo sua distinção do ordenamento jurídico, e questionam se realmente houve uma mudança paradigmática apenas no direito processual civil, considerando outros ramos do direito.

Eles destacam a necessidade de compreender o artigo 927 do CPC não como a criação de um verdadeiro sistema de precedentes, mas como um conjunto de provimentos judiciais vinculantes que simplificam a litígiosidade brasileira. A crítica se estende ao uso excessivo do efeito vinculante, que, segundo os autores, pode obscurecer problemas existentes no sistema judicial, e eles argumentam que a estrutura do precedente genuíno no common law é substancialmente diferente da jurisprudência vinculante brasileira. Os autores alertam para os riscos de um Judiciário que assume a função legislativa ao priorizar decisões judiciais vinculantes sobre a interpretação da legislação, e ressaltam a importância da centralidade do legislador e da Constituição no processo decisório.

Por fim, defendem que é necessário um olhar crítico sobre o funcionamento dos provimentos vinculantes e a importância de preservar as garantias constitucionais do jurisdicionado, evitando que a busca por um sistema de precedentes traduza-se em uma simplificação inadequada da complexidade do direito.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos discutidos no artigo "O que é isto — o sistema (sic) de precedentes no CPC?" de Lenio Luiz Streck e Georges Abboud.

  • Conceito de Sistema: Análise do que significa "sistema" no contexto jurídico e a diferença entre sistema e ordenamento jurídico, conforme sugerido por Mario Losano.
  • Crítica ao CPC-2015: Reflexões sobre a suposta criação de um "sistema de precedentes" e a necessidade de leitura do CPC-2015 sob a ótica da Constituição.
  • Questionamentos sobre a Aplicação do Sistema: Indagações sobre a abrangência do sistema de precedentes em diferentes ramos do direito, como penal, do trabalho, administrativo e tributário.
  • Instrumentos de Vinculação Decisória: Discussão sobre a súmula vinculante e outros mecanismos de vinculação, e suas implicações na jurisprudência.
  • Relação entre Precedente e Legislação: Contraposição entre a relação do precedente no common law e a legislação brasileira, destacando a possível criação de juízes legisladores.
  • Natureza do Precedente: A necessidade de se entender o que é um precedente genuíno em contraposição aos provimentos vinculantes da legislação brasileira.
  • Complexidade da Decisão Judicial: Reflexão sobre as dificuldades de utilização do precedente na prática judicial e a importância da individualização do caso.
  • Crítica à Aplicação Automática do Precedente: Crítica à ideia de aplicação mecânica da jurisprudência e à suposta inexistência de uma norma em abstrato, levantando questões de seu impacto na legislação.
  • Necessidade de Controle de Constitucionalidade: Importância de fiscalizar a aplicação dos provimentos vinculantes e sua conformidade com a Constituição.
  • Reflexões sobre o Papel do Judiciário: Discussão da tendência de delegar ao Judiciário funções que deveriam ser exercidas pelo legislativo, e o impacto dessa prática na jurisprudência.
  • Critica ao fetichismo do Efeito Vinculante: Análise da valorização excessiva do efeito vinculante em decisões judiciais em detrimento da análise legislativa e constitucional.
  • Conclusões sobre a Eficácia do CPC-2015: Considerações finais sobre como a aplicação do artigo 927 do CPC pode contribuir, mas sem desvirtuar garantias constitucionais.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
Acessar artigo

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Georges Abboud
Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos