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Artigos Conjur – O projeto “anticrime” passaria no teste Kobayashi Maru?

ARTIGO

O projeto “anticrime” passaria no teste Kobayashi Maru?

O artigo aborda a analogia entre o projeto "anticrime" e o teste Kobayashi Maru de Star Trek, questionando se as propostas de mudanças legais, como a prisão após condenação em segunda instância e a ampliação da legítima defesa, violam a Constituição brasileira. Os autores, Alexandre Morais da Rosa e Philipe Benoni Melo e Silva, argumentam que tais mudanças, embora visem combater a criminalidade e a corrupção, comprometem princípios fundamentais do Direito, colocando em risco a proteção dos di...

Alexandre Morais da Rosa, Philipe Benoni
01 mar. 2019 12 acessos
O projeto “anticrime” passaria no teste Kobayashi Maru?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a comparação do projeto "anticrime" às situações impossíveis do teste Kobayashi Maru de Star Trek, discutindo a corrupção e as crises sociais enfrentadas pelo Brasil.

Ele analisa a proposta da PEC 410/2018, que buscava permitir a prisão após condenação em segunda instância, ressaltando a violação de normas constitucionais. O texto critica o projeto "anticrime", apontando que ele tentaria inverter a lógica da presunção de inocência e ampliaria a excludente de ilicitude na legítima defesa, permitindo mais permissividade para a ação policial. Também discute a possibilidade de importação do sistema de "plea bargaining" dos Estados Unidos, argumentando que isso poderia comprometer os direitos constitucionais.

Além disso, enfatiza o perigo de soluções que violam tratados, especialmente a Constituição, e os riscos de que a aplicação da pena se transforme em negação do próprio Direito, alertando contra a contaminação do sistema legal pela crise moral do país. Finalmente, conclui que as propostas apresentadas são meramente simbólicas no contexto do Direito Penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "O projeto 'anticrime' passaria no teste Kobayashi Maru?" de Alexandre Morais da Rosa e Philipe Benoni Melo e Silva.

  • Teste Kobayashi Maru: Analogia entre o teste do capitão Kirk e os desafios enfrentados pelas autoridades diante de uma situação política e social considerada impossível de resolver.
  • Corrupção e Desafios Atuais: Discussão sobre a corrupção, crimes e desastres ambientais que afetam o Brasil, criando um ambiente caótico semelhante ao cenário de Star Trek.
  • Propostas de Alteração Legal: Crítica à PEC 410/2018 e outras propostas que sugerem a violação de direitos constitucionais, como a prisão após decisão condenatória em segunda instância.
  • Projeto "Anticrime": Análise das implicações do projeto de lei, que se propõe a modificar conceitos fundamentais do direito, como a presunção de inocência e a lógica de prisão.
  • Legítima Defesa: Debates sobre a ampliação da excludente de ilicitude e suas consequências, incluindo a possibilidade de ‘licença para matar’.
  • Plea Bargaining: Crítica à introdução do plea bargaining no sistema penal brasileiro, apontando riscos à justiça e aos direitos constitucionais.
  • Violação da Constituição: Afirmativa de que soluções apressadas que buscam resolver crises sociais, mas que desrespeitam a constituição, são uma forma de deslegitimação do Direito.
  • Consequências das Reformas Anticrime: Reflexão sobre os custos e implicações das reformas propostas, além de um alerta sobre as armadilhas do Direito Penal simbólico.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Philipe BenoniAdvogado Criminalista. Título Próprio da Universidade Pablo de Olavide de Sevilha (ES) em Fundamentos Críticos: los derechos humanos como Processos de Lucha por la Dignidad. Especialista em Direito Público pela Faculdade Fortium. Especialista em Probidade Administrativa pela Faculdade Projeção. Autor de livros e artigos.

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