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Artigos Conjur – O dispute board como elemento essencial para a conclusão de Angra 3

ARTIGO

O dispute board como elemento essencial para a conclusão de Angra 3

O artigo aborda a importância dos dispute boards como um mecanismo essencial para a conclusão da usina nuclear Angra 3, ressaltando os desafios inerentes aos contratos de infraestrutura complexos e a alta probabilidade de conflitos durante a execução das obras. Os autores defendem que a instalação de um dispute board em caráter permanente pode facilitar a resolução rápida e eficiente de controvérsias, evitando novas paralisações e garantindo que o empreendimento seja finalizado nos prazos est...

Pedro Gonet Branco
04 mar. 2021 18 acessos
O dispute board como elemento essencial para a conclusão de Angra 3

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a recente sancionada Lei nº 14.120/2021 e suas implicações para a usina nuclear Angra 3, que, apesar de sua história de interrupções, busca uma conclusão que beneficie o Sistema Interligado Nacional.

São discutidos os desafios dos contratos de infraestrutura, que são complexos e frequentemente incompletos, demandando renegociações e gerando conflitos, especialmente diante de imprevistos como mudanças climáticas e atrasos no fornecimento de materiais. O texto ressalta a importância de um método eficaz para resolução de disputas, propondo a adoção de dispute boards, comitês permanentes formados por especialistas, que podem lidar com controvérsias de maneira célere, evitando a judicialização e a paralisação das obras.

O funcionamento dos dispute boards é detalhado, incluindo sua atuação desde o início do projeto e a possibilidade de emitir pareceres vinculantes. A experiência de sucesso da utilização de dispute boards em projetos no Brasil é apresentada, com ênfase na Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo. O artigo conclui com a recomendação de implementar um dispute board permanente na retomada das obras de Angra 3, a fim de mitigar futuras interrupções e garantir a entrega da usina conforme o planejado.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo “O dispute board como elemento essencial para a conclusão de Angra 3” de Pedro Gonet Branco e Isabela Ramagem.

  • Contexto da Usina Angra 3: A importância da usina para o Sistema Interligado Nacional (SIN) e os desafios enfrentados devido a interrupções nas obras, que estão paralisadas desde 2015.
  • Contratos de Infraestrutura: A complexidade e incompletude dos contratos de obras, que dificultam a previsão de eventos futuros e criam desafios para as partes envolvidas.
  • Desafios de Conflitos: A alta probabilidade de conflitos surgirem devido a fatores imprevistos, como mudanças climáticas e atrasos, o que demanda a necessidade de métodos eficazes de resolução.
  • Importância do Dispute Board: O papel dos dispute boards como comitês permanentes que monitoram e solucionam controvérsias ao longo do projeto, ajudando a evitar escalonamentos de conflitos.
  • Funcionamento dos Dispute Boards: Como os membros do comitê, incluindo engenheiros e advogados, trabalham em conjunto com as partes para garantir a execução do projeto no prazo e minimizar divergências.
  • Resultados Positivos: Dados sobre a eficácia dos dispute boards, com apenas 2% das controvérsias resultando em ações judiciais, além de experiências bem-sucedidas no Brasil.
  • Retomada das Obras de Angra 3: A relevância de instaurar um dispute board permanente na retomada das obras para evitar novas paralisações e garantir a continuidade do projeto.
  • Cenário Atual: Considerações sobre o histórico de conflitos e a necessidade de métodos de resolução para prevenir novas interrupções na execução da obra.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Pedro Gonet BrancoProfessor de Direito Público (IDP). Pesquisador vinculado à Universidade de Brasília (UnB) e à Fiocruz. Advogado. Ex-assessor de Ministro do STF. Foi visiting-student na UC Berkeley e Editor-Chefe da Revista de Direito da UnB

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