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Artigos Conjur – A prisão de Daniel Silveira e os paradoxos processuais

ARTIGO

A prisão de Daniel Silveira e os paradoxos processuais

O artigo aborda os paradoxos processuais em torno da prisão do deputado Daniel Silveira, analisando a legalidade da medida e as implicações de decisões do STF. Os autores discutem a questão da prisão em flagrante, sua natureza temporária e a falta de fundamentação adequada para sua continuidade, além de examinar a competência do STF em julgar o caso, dado que as declarações do parlamentar não estão ligadas ao seu mandato. O texto critica a possibilidade de um tratamento privilegiado e a incoe...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr, Jacinto Coutinho
26 fev. 2021 8 acessos
A prisão de Daniel Silveira e os paradoxos processuais

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda os complexos paradoxos processuais que surgiram em decorrência da prisão do deputado Daniel Silveira, destacando a instauração do Inquérito 4781 pelo STF em resposta a ataques e fake news, e as implicações da prisão em flagrante decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Primeiramente, discute-se o Paradoxo 4, que questiona a legalidade da prisão em flagrante, dividindo opiniões entre aqueles que veem esse crime como instantâneo e outros que o consideram permanente, ressaltando que, independentemente da classificação, o fundamento usado para a prisão não foi adequadamente apresentado. Em seguida, o Paradoxo 6 enfatiza que a prisão em flagrante não deve durar indefinidamente sem a decretação de prisão preventiva ou temporária, caracterizando a atual situação do deputado como ilegal.

O texto ainda menciona a audiência de custódia, que não cumpriu sua função de avaliar a legalidade do flagrante, e a confusão sobre a competência do STF para julgar o caso, considerando que a prerrogativa de função só se aplica se o crime estiver relacionado ao exercício do mandato. Finalmente, o artigo reflete sobre o casuísmo da jurisprudência do STF e a necessidade de manter o respeito pelas regras processuais e pelo juiz natural, enfatizando que a defesa da democracia deve ser indiferente às preferências pessoais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos discutidos no artigo "A prisão do deputado Daniel Silveira e os paradoxos processuais", assinado por Aury Lopes Jr., Janaina Matida, Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, Marcella Mascarenhas Nardelli e Alexandre Morais da Rosa.

  • Início do Inquérito 4781: Detalhes sobre a instauração do inquérito em 2019, em resposta a ataques ao STF e disseminação de fake news.
  • Paradoxo da prisão em flagrante: Análise da legalidade da prisão de Daniel Silveira e os argumentos favoráveis e contrários sobre a natureza do crime e a prisão.
  • Natureza da prisão em flagrante: Discussão sobre a prisão em flagrante como medida pré-cautelar e suas limitações ao longo do tempo.
  • Audiência de custódia: Crítica à audiência de custódia que não cumpriu sua função na validação da prisão, ressaltando questões sobre a legalidade do flagrante.
  • Competência do STF: Exploração do entendimento do STF sobre a competência para julgar crimes cometidos por deputados, especialmente sobre a relação com o cargo.
  • Consequências da renúncia: Exposição do impacto da possível renúncia de Daniel Silveira na continuidade do processo e no entendimento da competência judicial.
  • Critica ao casuísmo: Reflexões sobre a necessidade de se respeitar as regras do processo e a importância da imparcialidade na aplicação da justiça.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim
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Jacinto CoutinhoProfessor Titular de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (aposentado). Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Professor do Programa de Pós-graduação em Direito da UNIVEL, Cascavel. Especialista em Filosofia do Direito (PUCPR), Mestre (UFPR); Doutor (Università degli Studi di Roma “La Sapienza”). Presidente de Honra do Observatório da Mentalidade Inquisitória. Advogado. Membro da Comissão de Juristas do Senado Federal que elaborou o Anteprojeto de Reforma Global do CPP, hoje Projeto 156/2009-PLS.

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