Novidade Nova Legislação: texto oficial + decisões do STJ por artigo. Abrir a Legislação
Beta Em refinamento. Conheça o programa
Dica do time CP Remontamos as Trilhas de estudo e a curadoria de notícias agora tem ritmo diário. Ver o que mudou em Conteúdos
Dica do time CP A Agenda tem encontros toda semana e os perfis de experts e players estão mais completos. Conhecer a comunidade
Dica do time CP Reorganizamos a Minha Área e a Central de Ajuda para achar tudo em menos cliques. Ver sua área renovada
Dica do time CP A imersão de maio esgotou. A próxima é Execução Penal, em Brasília, com Lote 1 em vendas. Ver a imersão de junho

Artigos Migalhas – O pacote antifeminicídio: Uma análise jurídica e crítica das novas medidas

ARTIGO

O pacote antifeminicídio: Uma análise jurídica e crítica das novas medidas

O artigo aborda a lei 14.994/24, parte do Pacote Antifeminicídio, que introduz o feminicídio como tipo penal autônomo no Brasil, destacando a importância de medidas preventivas para combater a violência de gênero. Os autores, Ana Paula Trento e Florence Rosa, analisam a responsabilidade do Estado e da sociedade na proteção dos direitos das mulheres, enfatizando a necessidade de políticas públicas eficientes além da punição legal. Apesar dos avanços, o texto ressalta que apenas a criminalizaçã...

Ana Paula Trento
04 fev. 2025 34 acessos
O pacote antifeminicídio: Uma análise jurídica e crítica das novas medidas

Este conteúdo é exclusivo para assinantes
Faça login se você já é assinante, ou conheça os planos disponíveis.
Fazer loginVer planos

Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a evolução do feminicídio como um fenômeno jurídico e social, iniciando com a conceituação do termo pela socióloga Diana Russell e sua adaptação por Marcela Lagarde, destacando a responsabilidade estatal na prevenção dessa violência.

Discute o marco jurisprudencial representado pelo caso “Campo Algodonero”, que reconheceu falhas do Estado na proteção das mulheres. O texto também analisa a Convenção de Belém do Pará como base para a legislação brasileira, culminando na lei 14.994/24, que cria um tipo penal autônomo para o feminicídio. A lei é examinada criticamente, considerando sua eficácia e as raízes estruturais da violência de gênero. Além disso, destaca a estrutura delitiva do feminicídio, abrangendo a dignidade da mulher e a tutela jurídica coletiva.

O papel dos sujeitos ativos e passivos é discutido, assim como a inclusão de agravantes. A inclusão do feminicídio entre os crimes hediondos também é abordada, além da visibilidade das questões de gênero e a necessidade de políticas públicas efetivas para a proteção das mulheres. A crítica se estende à insuficiência de um enfoque meramente punitivo, enfatizando a necessidade de um compromisso estatal integral que combine medidas legais com políticas sociais, educacionais e de empoderamento para efetivamente prevenir a violência.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O pacote antifeminicídio: Uma análise jurídica e crítica das novas medidas" por Ana Paula Trento e Florence Rosa.

  • Histórico do feminicídio: Discussão sobre a origem do termo “feminicídio” e sua evolução nas décadas de 1970 e 1990, com ênfase no papel da nomenclatura na visibilidade da violência de gênero.
  • Responsabilidade estatal: Análise do caso "Campo Algodonero" e sua importância na responsabilização do Estado por falhas na prevenção e investigação de feminicídios.
  • Marco normativo internacional: Reflexão sobre a Convenção de Belém do Pará e a responsabilidade dos Estados em implementar legislações contra a violência de gênero, destacando a evolução normativa brasileira.
  • Lei 14.994/24: Discussão sobre a autonomização do feminicídio como tipo penal no Brasil, suas implicações e a mudança no tratamento legal em relação ao homicídio.
  • Tipificação autônoma do feminicídio: Análise das características do novo tipo penal e sua função de proteção, abrangendo questões de dignidade, desigualdade de gênero e vulnerabilidades específicas.
  • Agravantes introduzidas: Descrição das circunstâncias que aumentam as penas, como a violência contra mulheres gestantes, com filhos e em situações de vulnerabilidade.
  • Impacto das penas e políticas públicas: Reflexão crítica sobre a eficácia das penas severas sem uma estrutura de proteção e prevenção eficiente, ressaltando a necessidade de políticas integradas.
  • Responsabilidade compartilhada: Chamada à ação de toda a sociedade e à menção da necessidade de inclusão dos homens na luta contra a violência de gênero.
  • A violência psicológica: Discussão sobre o impacto da violência psicológica e sua relação com a autonomia feminina, conforme descrito por especialistas no tema.
  • A insuficiência do Direito Penal: Crítica ao uso do Direito Penal isoladamente como solução para a violência de gênero e a importância de políticas sociais e educacionais.
  • Educação e prevenção: Sinalização da necessidade de investir em educação em igualdade de gênero e fortalecer equipamentos públicos como parte de uma abordagem holística no combate ao feminicídio.
  • Desafios da nova legislação: Discussão sobre a potencial limitação do novo tipo penal sem a articulação de políticas efetivas que abordem as raízes da violência de gênero.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
Acessar artigo

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Ana Paula Trento
Ana Paula TrentoAdvogada Criminalista há 18 anos, Especialista em Direito Processual Penal pela universidade potiguar, especialista em Direito Público pela universidade potiguar e especialista Direito Eleitoral pela universidade do sul de Santa Catarina, Pesquisadora em Criminologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Presidente Nacional da Abracrim Mulher, Secretária-geral Abracrim Nacional, Assessora Parlamentar Senado Federal, Auditora no Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Rio Grande do Norte, Professora de Processo Penal no Instituto de Estudos Jurídicos (IEJUR), Fundadora do Projeto Clara Camarão - Combate à violência contra mulher, Coautora e autora em obras jurídicas.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos