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Artigos Conjur – Injustiça epistêmica no processo penal brasileiro (parte 2)

ARTIGO

Injustiça epistêmica no processo penal brasileiro (parte 2)

O artigo aborda a análise da injustiça epistêmica no processo penal brasileiro, com foco em julgados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que refletem sobre a distribuição desigual de credibilidade entre as partes envolvidas. Os autores exploram precedentes que destacam a supervalorização do testemunho policial em detrimento da versão do acusado, especialmente quando este é de grupo social marginalizado. A discussão se concentra em como essa dinâmica configura injustiças epistêmicas e sugere...

Denis Sampaio, Gina Muniz
07 dez. 2024 30 acessos
Injustiça epistêmica no processo penal brasileiro (parte 2)

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a injustiça epistêmica no processo penal brasileiro, enfatizando a análise de precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que destacam a distribuição inadequada de credibilidade entre testemunhas.

Discute-se a injustiça epistêmica testemunhal, retratada no julgamento AREsp 1.940.381/AL, onde um jovem negro foi prejudicado pela supervalorização dos depoimentos de policiais em detrimento de sua versão. Também é abordado o conceito de "excesso de credibilidade prejudicial", apresentado no AREsp 1.936.393/RJ, que aponta a necessidade de corroborar depoimentos policiais com provas adicionais. O texto destaca a questão da injustiça epistêmica hermenêutica, que impede que o Judiciário examine criticamente as declarações policiais. Em seguida, é discutida a importância do direito ao silêncio e como sua má interpretação pode levar a injustiças, conforme evidenciado no REsp 2.037.491-SP.

O artigo conclui que a inadmissibilidade de confissões extrajudiciais, estabelecida no AREsp 2.123.334/MG, promove a justiça ao evitar que declarações obtidas em condições de coação sejam valorizadas no processo penal, enfatizando a importância de uma avaliação equitativa e racional das provas apresentadas pelas testemunhas e pelo réu, visando eliminar preconceitos identificados que possam comprometer a justiça nas decisões judiciais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Tópicos abordados no artigo "Injustiça epistêmica no processo penal brasileiro (parte 2)" de Gina Ribeiro Gonçalves Muniz, Denis Sampaio e Rodrigo Faucz.

  • Injustiça Epistêmica no Processo Penal: Exploração da injustiça epistêmica, especialmente em relação a testemunhos e decisões baseadas em credibilidade equivocada.
  • Precedente AREsp 1.940.381/AL: Reconhecimento da injustiça epistêmica testemunhal devido à distribuição errônea de credibilidade em testemunhos de agentes da lei em comparação à versão do réu.
  • Critérios de Credibilidade: Discussão sobre o "excesso de credibilidade prejudicial" dado pelas instâncias judiciárias às versões policiais e a necessidade de corroboração por provas objetivas.
  • Divergência nos Julgamentos: Análise da dissidência no julgamento que propôs que a credibilidade dos policiais não é suficiente sem comprovações adicionais.
  • Tese sobre o Direito ao Silêncio (REsp 2.037.491-SP): Estabelecimento que o exercício do direito ao silêncio não deve ser motivo para descredibilizar o réu.
  • Confissão Extrajudicial: Crítica à admissibilidade de confissões informais no processo penal e sua relação com injustiças epistêmicas e limitações da agência do réu.
  • A importância da Valoração Racional: Necessidade de que o julgamento seja influenciado por uma análise crítica e racional das provas e testemunhos, evitando preconceitos identitários.
  • Engajamento do Tribunal da Cidadania: Envolvimento do STJ em corrigir injustiças epistêmicas e a importância de teorias adequadas para fundamentar decisões jurídicas justas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

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