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Artigos Conjur – Gatekeeper: o delegado e a proteção das investigações criminais

ARTIGO

Gatekeeper: o delegado e a proteção das investigações criminais

O artigo aborda a função do delegado de polícia como gestor da investigação criminal, destacando sua importância na proteção das investigações contra influências externas. Os autores discutem a necessidade de uma condução técnica e autônoma, visando garantir a eficácia dos atos investigativos e a integridade da persecução penal, além de detalhar as funções essenciais que o delegado exerce em sua atuação. Eles enfatizam a proteção jurídica conferida ao delegado, assegurando sua capacidade de l...

Alexandre Morais da Rosa, André Bermudez
30 dez. 2022 34 acessos
Gatekeeper: o delegado e a proteção das investigações criminais

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a importância da gestão na investigação criminal, ressaltando o papel do delegado como figura central nesse processo. Primeiramente, discute-se a natureza da investigação criminal, enfatizando a coleta e análise de dados que eventualmente se tornam evidências para a Teoria do Caso.

Em seguida, explora-se a necessidade de qualificar e preservar a autonomia das atividades investigativas, destacando a aplicação de critérios técnicos e racionais. O texto também menciona a evolução histórica da gestão nas investigações, a função do delegado como líder e gestor dentro da unidade policial, e as competências necessárias para essa função, incluindo habilidades administrativas e investigativas. Além disso, ressalta a figura do delegado como "gatekeeper", que protege as investigações de influências externas prejudiciais, e a legislação que garante sua autonomia, como a Lei 12.830/13.

O princípio do equilíbrio e controle na investigação criminal é enfatizado, destacando a importância da supervisão dos atos investigativos para manter a eficácia e integridade do processo. Por fim, o artigo clama pela valorização da autonomia do delegado na condução das investigações, assegurando um processo justo e impessoal no Estado Democrático de Direito.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Gatekeeper: o delegado no exercício da proteção das investigações criminais" por Alexandre Morais da Rosa e André Luiz Bermudez Pereira.

  • Conceito de Investigação Criminal: Levantamento de dados e informações para construção da Teoria do Caso, com foco na autoria, materialidade e responsabilidade penal.
  • Escopos da Investigação: Definição das funções acusatória, defensiva e negocial, incluindo o uso do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).
  • Autonomia da Investigação: Importância da preservação da autonomia investigativa e utilização de critérios técnicos e coerentes nas atividades de apuração.
  • Gestão da Investigação Criminal: Conjunto de atividades para planejamento, organização e controle das dinâmicas de equipe e coleta de evidências, maximizando eficiência e eficácia.
  • Histórico da Polícia Judiciária no Brasil: Evolução da função de gestão na investigação criminal desde a reforma do Código de Processo Penal em 1841.
  • Funções do Delegado de Polícia: Gestão da unidade policial, resolução de questões administrativas, coordenação de atividades operacionais e engajamento da equipe.
  • Gatekeeper na Investigação Criminal: Papel do delegado como guardião das investigações, prevenindo influências externas que possam comprometer a eficácia investigativa.
  • Proteção Jurídica do Delegado: Importância da Lei 12.830/13 para garantir a autonomia do delegado e prevenir interferências administrativas ou políticas.
  • Princípio do Equilíbrio e Controle: Necessidade de coordenação estratégica para evitar influências externas que interfiram nos planos investigativos.
  • Visão do Estado Democrático de Direito: Reafirmação da importância da autonomia do delegado na gestão das investigações e proteção contra interferências indevidas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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André BermudezDelegado de Polícia. Doutorando em Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (EGC/UFSC). Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Possui graduação na Faculdade de Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Pós graduação pela UNIDERP - especialização em Ciências Penais (Formação para Magistério Superior). Atualmente exerce a função de Diretor da Academia de Polícia Civil de Santa Catarina. É autor do livro \"A investigação Criminal orientada pela Teoria dos Jogos\" e coautor dos livros \"Para entender a colaboração premiada pela teoria dos jogos\" e \"como negociar acordo de não persecução penal\". Professor de Teoria Geral da Investigação Criminal na Academia da Polícia Civil  de Santa Catarina e na Academia Nacional de Polícia da Polícia Federal.

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