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Artigos Conjur – ADI 6.852 e o poder de requisição da Defensoria em perspectiva histórica

ARTIGO

ADI 6.852 e o poder de requisição da Defensoria em perspectiva histórica

O artigo aborda a análise da ADI 6.852/DF, que discute a constitucionalidade do poder de requisição da Defensoria Pública, essencial para sua atuação na defesa de direitos. A pesquisa histórica revela as origens desta prerrogativa e a importância de compreender a identidade da Defensoria, especialmente à luz da Emenda Constitucional 80/2014, que reforça seu papel como órgão independente e paritário ao Ministério Público. A mobilização da sociedade civil contra a ação reflete a preocupação com...

Jorge Bheron Rocha
30 nov. 2021 33 acessos
ADI 6.852 e o poder de requisição da Defensoria em perspectiva histórica

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a análise da ADI 6.852/DF, que discute a constitucionalidade da prerrogativa da Defensoria Pública de requisitar documentos e informações essenciais para o exercício de suas funções, iniciando com a discussão do julgamento no STF e a posição dos ministros envolvidos.

Destaca-se a mobilização social a favor da Defensoria, ressaltando sua importância para a proteção dos direitos de pessoas vulneráveis e criticando a seletividade da ação proposta pelo Ministério Público. O texto faz um resgate histórico sobre a origem e a identidade da Defensoria Pública no Brasil, mencionando a Emenda Constitucional 80/2014 e a relação entre a Defensoria e o Ministério Público, além de descrever a evolução normativa desde a Constituição de 1946, a Lei n. 216/1948 e o surgimento da Defensoria no antigo Estado do Rio de Janeiro, continuando com a análise de legislações que garantiram a paridade de prerrogativas entre Defensores Públicos e Promotores.

O contexto dos debates na década de 1970 e as decisões judiciais, como a ADI 230/RJ, também são abordados, pontuando a evolução na compreensão do papel da Defensoria, sua equiparação a instituições estatais e a importância do poder de requisição para o cumprimento de sua missão, sendo argumentado que a identidade da Defensoria Pública é ainda subestimada na comunidade jurídica.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo sobre a ADI 6.852 e o poder de requisição da Defensoria Pública, escrito por Cleber Francisco Alves, Edilson Santana Gonçalves Filho e Jorge Bheron Rocha.

  • Constitucionalidade da Prerrogativa: Discussão sobre a ADI 6.852/DF e a legitimidade do poder de requisição da Defensoria Pública, que envolve a solicitação de documentos e informações por autoridades públicas.
  • Contexto Histórico: Análise das origens da Defensoria Pública brasileira e a evolução de suas funções ao longo da história, destacando a importância do levantamento histórico para compreender sua identidade.
  • Papel da Emenda Constitucional 80/2014: Reafirmação da natureza paritária da Defensoria Pública em relação ao Ministério Público, enfatizando a discriminação das funções defensoriais da advocacia privada.
  • Desdobramentos Legislativos: A passagem da assistência judiciária como atribuição do Ministério Público, para a autonomia da Defensoria Pública, incluindo referências a legislações importantes que moldaram essa mudança.
  • A problemática da ADI 230/RJ: Análise do julgamento anterior que declarou a inconstitucionalidade de normas relacionadas ao poder de requisição da Defensoria, e as implicações de seu reexame no contexto atual.
  • Prerrogativas e Direitos dos Defensores Públicos: Discussão sobre a definição legal e as prerrogativas dos Defensores Públicos, incluindo o poder de requisição, mantidos até hoje por legislações estaduais e federais.
  • Relevância do Poder de Requisição: Justificação da importância dessa prerrogativa para a função da Defensoria Pública na proteção dos direitos de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
  • Mobilização Social: Reflexão sobre a mobilização da sociedade civil em defesa das prerrogativas da Defensoria Pública e a necessidade de empatia em relação às populações vulneráveis.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Jorge Bheron RochaDefensor Público desde 2006. Doutor em Direito Constitucional pela Unifor e Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Universidade de Coimbra/Portugal com estágio de Pesquisa da George-August-Universitat Göttingen, Alemanha. Ex-Presidente e Conselheiro do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará. Professor, palestrante e autor.

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