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Artigos Conjur – A ilusão de voluntariedade negocial no processo penal

ARTIGO

A ilusão de voluntariedade negocial no processo penal

O artigo aborda a crítica à ilusão de voluntariedade nas negociações no processo penal, destacando que, em relações desiguais, como entre Estado e indivíduo, a liberdade de escolha se torna vã. Os autores, Aury Lopes Jr. e Daniel Kessler de Oliveira, alertam para os riscos da flexibilização das regras processuais e da importação de conceitos estrangeiros, como o plea bargaining, que podem deslegitimar as garantias fundamentais e agravar as desigualdades entre as partes. Essa abordagem ressalt...

Aury Lopes Jr, Daniel Kessler de Oliveira
31 mai. 2019 17 acessos
A ilusão de voluntariedade negocial no processo penal

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crítica à suposta voluntariedade nas negociações dentro do processo penal, ressaltando que a desigualdade entre os participantes (Estado e indivíduo) transforma essa liberdade em uma forma de opressão.

Discute a influência do neoliberalismo na flexibilização das regras processuais, como observado nas reformas do processo civil e trabalhista, e destaca a tendência de priorizar mecanismos de consenso, como a delação premiada e o plea bargaining, que podem enfraquecer o controle judicial e desumanizar o processo penal. O texto levanta questões sobre a constitucionalidade dessas práticas e os riscos de importar categorias de sistemas jurídicos diferentes, enfatizando o perigo da criação de um sistema que busca a confissão a qualquer custo, sem considerar os direitos do réu, o que pode levar a um aumento no encarceramento e à perpetuação da desigualdade.

Ao final, enfatiza a necessidade de respeitar o devido processo legal como forma de proteção contra abusos do poder punitivo, reafirmando a função da lei como garantidora da justiça.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A ilusão de voluntariedade negocial no processo penal" por Aury Lopes Jr. e Daniel Kessler de Oliveira.

  • Desigualdade nas Relações Negociais: A visão de que a liberdade de negociação entre desiguais pode levar à opressão, onde a lei é quem realmente garante a liberdade e a justiça.
  • Tendências Neoliberais: A crescente presença de uma lógica mercadológica no Direito, onde a lei é percebida como um entrave e há uma flexibilização das regras processuais.
  • A Reforma do Processo Penal: A ampliação de mecanismos de consenso, como a delação premiada e a proposta de plea bargaining, influenciados por modelos estrangeiros, especialmente os EUA.
  • Críticas à Importação de Institutos Estrangeiros: O risco de adotar categorias do sistema anglo-saxão que não se compatibilizam com o ordenamento brasileiro de matriz romano-germânica.
  • Papel do Estado no Processo Penal: A crítica à percepção de que o processo penal é um empecilho e à busca pela confissão de réus, que pode levar a um sistema penal abusivo.
  • Consequências do Plea Bargaining: O aumento do encarceramento e a degradação das garantias processuais, que podem desumanizar o processo penal e resultar em injustiças.
  • Relação entre Força e Fraqueza: A reafirmação da ideia de que a negociação desigual no processo penal é uma armadilha que perpetua a opressão do réu.
  • Crítica ao Tratamento de Réus: A defesa da importância de um devido processo legal, que resguarde os direitos dos acusados e evite que a confissão seja forçada por desespero.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim
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Daniel Kessler de OliveiraDoutor e Mestre em Ciências Criminais - PUCRS. Professor de Direito Penal e Processual Penal - Feevale-RS. Advogado Criminalista.

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