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Artigos Conjur – 15 Anos da reforma processual penal e a “lei que não pega”

ARTIGO

15 Anos da reforma processual penal e a “lei que não pega”

O artigo aborda a ineficácia das reformas processuais penais dos últimos 15 anos, destacando a inadequação das mudanças implementadas pela reforma de 2008 em um sistema que ainda luta contra resquícios inquisitoriais. Os autores discutem a importância de um verdadeiro choque cultural para que as novas legislações, como o artigo 212 do CPP, sejam efetivamente aplicadas e não permaneçam como meras formalidades. Com foco na necessidade de um protagonismo das partes e um judiciário menos interven...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr, Daniel Kessler de Oliveira
03 out. 2023 17 acessos
15 Anos da reforma processual penal e a “lei que não pega”

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a ineficácia das reformas processuais penais realizadas nos últimos 15 anos, com foco nas leis de 2008, e analisa como essas modificações têm sido insuficientes para concretizar uma verdadeira mudança no sistema penal brasileiro.

Primeiramente, discute a contradição entre as mudanças implementadas, como a realização do interrogatório ao fim da instrução processual e o respeito ao direito ao silêncio no tribunal do júri, que tiveram sucesso em se estabelecer, e outras que não lograram eficácia, como o artigo 212 do Código de Processo Penal, que busca instaurar o sistema acusatório e o cross-examination. O texto critica a cultura inquisitorial persistente que ainda predomina, evidenciando que a resistência à aplicação efetiva da legislação resulta em práticas que mantêm o juiz como protagonista, prejudicando o verdadeiro papel das partes no processo.

O autor enfatiza a necessidade de um choque cultural mais profundo para que as reformas se tornem efetivas, uma vez que apenas alterar a legislação não é suficiente. Por fim, o artigo sugere que, com a introdução da Lei 13.964/2019, há esperanças de que o artigo 212 comece a ser aplicado corretamente, mas ressalta a urgência de se reexaminar as audiências para garantir o protagonismo das partes.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "15 Anos da reforma processual penal de 2008 e a 'lei que não pega'", de Aury Lopes Jr., Alexandre Morais da Rosa e Daniel Kessler de Oliveira.

  • Contexto da reforma processual penal: Discussão sobre as reformas ocorridas nos últimos anos e a necessidade de um choque cultural no sistema processual penal brasileiro.
  • Principais mudanças das leis de 2008: Análise das leis 11.689/2008, 11.690/2008 e 11.719/2008, que introduziram modificações significativas no Código de Processo Penal.
  • Ineficácia de algumas normas: Identificação de leis que não se efetivaram como esperado, funcionando apenas como "adornos" da legislação.
  • Interrogatório ao final da instrução: Avaliação do impacto dessa mudança no exercício da defesa, citando casos práticos onde essa mudança foi essencial.
  • Direito ao silêncio no tribunal do júri: Importância do respeito ao direito ao silêncio do acusado e sua proteção legal em decisões do STJ.
  • Artigo 212 e sua aplicabilidade: Discussão sobre a implementação e a resistência ao artigo 212 do CPP e suas implicações para o juiz e as partes no processo penal.
  • Cultura inquisitorial: Reflexão sobre a persistência da cultura inquisitória e seu impacto nas práticas processuais atuais.
  • Necessidade de uma refundação do processo penal: Argumentação sobre a urgência de uma verdadeira reforma no sistema processual penal, além de mudanças pontuais.
  • Perspectivas futuras: Considerações sobre a nova Lei 13.964/2019 e as expectativas em torno do fortalecimento do modelo acusatório e efetividade do artigo 212.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim
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Daniel Kessler de OliveiraDoutor e Mestre em Ciências Criminais - PUCRS. Professor de Direito Penal e Processual Penal - Feevale-RS. Advogado Criminalista.

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