Discriminação algorítmica e poder judiciário: limites à adoção de sistemas de decisões algorítmicas no judiciário brasileiro - maio 2023
O livro aborda a questão da discriminação algorítmica no âmbito do poder judiciário brasileiro, destacando a necessidade de regulação dos sistemas de decisões algorítmicas (SDAs). A autora, Isabela Ferrari, explora como adaptar conceitos jurídicos tradicionais à nova realidade das decisões por meio de inteligência artificial e apresenta uma matriz de risco para classificar esses sistemas com base em critérios específicos de discriminação. A obra propõe uma normatização adaptada para cada níve...

O livro aborda a questão da discriminação algorítmica no âmbito do poder judiciário brasileiro, destacando a necessidade de regulação dos sistemas de decisões algorítmicas (SDAs). A autora, Isabela Ferrari, explora como adaptar conceitos jurídicos tradicionais à nova realidade das decisões por meio de inteligência artificial e apresenta uma matriz de risco para classificar esses sistemas com base em critérios específicos de discriminação. A obra propõe uma normatização adaptada para cada nível de risco, contribuindo para um judiciário mais justo e equitativo.

Discriminação algorítmica e poder judiciário: limites à adoção de sistemas de decisões algorítmicas no judiciário brasileiro - maio 2023
A inteligência artificial possui dois problemas: opacidade e discriminação. Enquanto a primeira está sendo resolvida, a segunda desafia os reguladores. Apesar disso, ferramentas de inteligência artificial vêm sendo adotadas pelos poderes judiciários mundiais para lidar com a litigância. O Brasil se destaca pelo projeto CODEX, que cria a infraestrutura para a adoção de uma lógica decisional algorítmica, expandindo o uso desses sistemas. Diante de uma abordagem antidiscriminatória algorítmica tecnocêntrica, esta obra inova ao apresentar uma proposta de regulação jurídica para os sistemas de decisões algorítmicas (SDAs) adotados no poder judiciário brasileiro. Como adequar conceitos tradicionais à discriminação algorítmica? Qual a sua dinâmica e quais as suas portas de entrada nos sistemas decisórios? Qual o conteúdo jurídico da equidade algorítmica? Ao longo da obra, a autora responde a essas perguntas e descreve como quatro critérios – função, tarefa, natureza da decisão e tema – devem ser analisados em uma matriz de risco discriminatório algorítmico para classificar os SDAs aplicados e aplicáveis ao judiciário em sistemas de risco discriminatório baixo, médio, alto e proibido. Propõe, ainda, normatização própria para cada uma dessas categorias.
Sobre os experts
Professores e especialistas que conduziram este conteúdo
Explore
Indicações relacionadas a este conteúdo















Não perca este conteúdo
Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.