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Artigos Conjur – Quem você deixou de admirar no Direito em 2018?

ARTIGO

Quem você deixou de admirar no Direito em 2018?

O artigo aborda a complexa reflexão sobre a natureza da culpa e da humanidade através da carta de Otto Dietrich zur Linde, um torturador que, prestes a ser executado, busca compreensão para suas ações sob a influência da ideologia nazista. A narrativa revela a dualidade entre opressores e oprimidos, questionando a construção de um mundo melhor e a alienação provocada por discursos de poder. Por fim, provoca o leitor a confrontar sua própria história e as figuras que perdeu a admiração no cont...

Alexandre Morais da Rosa
04 jan. 2019 15 acessos
Quem você deixou de admirar no Direito em 2018?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexa relação entre opressores e oprimidos, utilizando como pano de fundo a carta de Otto Dietrich zur Linde, um torturador nazista que busca compreensão para suas ações.

O texto examina a apologia da violência e do ideário nacionalista, refletindo sobre a falta de vocação para a crueldade do protagonista, que se vê imerso em uma nova era que exige homens dispostos a lutar por uma causa. O impacto psicológico da guerra é explorado através de sua vida no campo de concentração, onde o relacionamento com prisioneiros, como o poeta David Jerusalém, revela a luta interna contra a própria humanidade e a compaixão. O artigo ainda discute a dualidade do ser humano em tempos de genocídio, questionando moralidades e evidenciando que a busca por um mundo melhor pode justapor esforços tanto do opressor quanto do oprimido.

A reflexão final sugere uma autoanálise do leitor sobre suas próprias crenças e influências, instigando a elaboração de uma lista de figuras que deixaram de ser admiradas, contextualizando essa ação dentro da narrativa da forma como o poder se exerce e a inevitabilidade do seu transcurso.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Quem você deixou de admirar no Direito em 2018?" por Alexandre Morais da Rosa.

  • A carta de Otto Dietrich zur Linde: Reflexões sobre a vida de um torturador que busca compreensão ao invés de absolvição, apresentando sua trajetória e formação.
  • Moralidade e responsabilidade: Discussão sobre a moralidade do nazismo e as circunstâncias que levaram Otto a tornar-se um opressor, contrastando sua falta de vocação para a violência.
  • Conflito interno e a figura do poeta: A relação entre Otto e o poeta David Jerusalém, simbolizando a luta entre a piedade e a brutalidade, e a transformação do homem em um símbolo do que se abomina.
  • Reflexões sobre a derrota: A percepção de Otto após a queda do Terceiro Reich, refletindo sobre sua identidade, suas ações e o entendimento de que todos são moldados por suas circunstâncias e batalhas.
  • A busca por um mundo melhor: O paradoxo de que a esperança em um futuro melhor pode levar tanto à opressão quanto à resistência, destacando a vulnerabilidade dos papéis de opressor e oprimido.
  • Auto-reflexão e memória: A importância de olhar no espelho e confrontar a própria história e escolhas, além de criar uma lista de pessoas que você deixou de admirar, como forma de entender sua própria vida.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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