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Artigos Conjur – Polícia Civil é competente para investigar homicídio de militar contra civil

ARTIGO

Polícia Civil é competente para investigar homicídio de militar contra civil

O artigo aborda a competência da Polícia Civil para investigar homicídios de militares contra civis, em contrariedade à interpretação que sugere que tais casos devem ser analisados pela Justiça Militar. Discute a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a necessidade de investigações independentes e ressalta que a nova legislação não alterou essa competência, mantendo a Justiça Comum encarregada de lidar com esses crimes dolosos, reafirmando a proteção dos direitos humanos no...

Lara Teles
04 ago. 2020 57 acessos 5,0 (1 avaliações)
Polícia Civil é competente para investigar homicídio de militar contra civil

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda o reconhecimento da responsabilidade internacional do Brasil em relação à violência policial, especialmente no contexto do Caso Favela Nova Brasília, onde a Corte Interamericana de Direitos Humanos apontou falhas significativas nas investigações sobre execuções extrajudiciais.

Detalha as operações policiais que resultaram em múltiplas mortes e violações de direitos humanos, destacando a falta de punição para os culpados. A discussão inclui a legislação brasileira, como a Lei n. 13.491/2017, que alterou o Código Penal Militar, mas não modificou a competência da Justiça Comum para processar crimes dolosos contra civis por militares. O texto critica a tentativa de associações de policiais de afirmar que a Justiça Militar deve investigar esses crimes, o que contraria a decisão da Corte Interamericana e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.

Enfatiza a importância da Polícia Civil conduzir inquéritos em situações de violência policial e a peligrosa ampliação da jurisdição militar, apontando que tal prática pode ser inconstitucional e prejudicial ao Estado Democrático de Direito. Por fim, conclui refletindo sobre a necessidade de reafirmar a obviedade de que as investigações sobre homicídios motivados por intervenções policiais devem ser independentes e imparciais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Polícia Civil é competente para investigar homicídio de militar contra civil", escrito por Lara Teles.

  • Reconhecimento da Responsabilidade Internacional: O episódio da Favela Nova Brasília, em 2017, que resultou em condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por violações de direitos humanos.
  • Incursões Policiais e Mortes em Favela: Detalhes sobre as operações que resultaram em 26 homicídios e casos de violência sexual, com a maioria das vítimas sendo moradores da favela, incluindo crianças.
  • Arquivamento das Investigações: O arquivamento das investigações sobre as execuções, a dificuldade em responsabilizar policiais e a consequente impunidade.
  • Competência da Justiça Comum: Implicações da Lei n. 13.491/2017 e a manutenção da competência da Justiça Comum para investigar homicídios cometidos por policiais contra civis.
  • Súmulas e Jurisprudência: Discussão sobre a súmula do STJ que confirma a competência da Justiça Comum em casos de homicídio doloso praticado por militares em serviço.
  • Interpretação da Lei 13.491/2017: Análise da mudança legislativa e a argumentação inadequada de associações de policiais sobre a transferência de competência para a Justiça Militar.
  • Independência nas Investigações: A necessidade de garantir que órgãos independentes conduzam investigações sobre mortes em intervenções policiais, conforme determinado pela Corte Interamericana.
  • Resistência à Interferência Militar: O impacto negativo da tentativa de militarização das investigações sobre homicídios e a busca por accountability.
  • Direitos Humanos e Justiça: A reafirmação da importância do Estado Democrático de Direito e a crítica à ampliação indevida da Justiça Militar em contextos de segurança pública.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Lara TelesCearense, graduada e mestra pela Universidade Federal do Ceará. Defensora Pública do Estado do Ceará, há 8 anos, sempre com atuação na área criminal, mescla sua carreira entre a teoria e a prática. Pesquisa em epistemologia jurídica e foi pioneira na racionalização da prova testemunhal, com a publicação da obra Prova Testemunhal no processo penal, que já está em terceira edição, pela editora Emais, com mais de 1000 exemplares vendidos, que já foi citada inclusive no STF, em acordao de lavra do Ministro Gilmar Mendes. Além disso, leciona em pós graduações e em cursos de formação de defensores e defensoras, acerca da prática criminal.

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