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Artigos Conjur – Investigação defensiva: poder da advocacia e direito da cidadania

ARTIGO

Investigação defensiva: poder da advocacia e direito da cidadania

O artigo aborda a importância da investigação defensiva no sistema jurídico brasileiro, destacando tanto as limitações da atuação da polícia judiciária quanto a necessidade de reconhecer e regulamentar o papel da advocacia nesta fase. Os autores analisam os avanços recentes, como o Provimento 188/2018 da OAB, e propõem a criação de normativas que permitam aos advogados realizar investigações em favor de seus clientes, enfatizando que essa prática é essencial para garantir a paridade de armas ...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr, Gabriel Bulhões
01 fev. 2019 22 acessos 5,0 (1 avaliações)
Investigação defensiva: poder da advocacia e direito da cidadania

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a importância da investigação defensiva no contexto do direito penal brasileiro, enfatizando que a investigação preliminar não deve ser desconsiderada devido à sua natureza administrativa e inquisitória, dado que pode levar à privação de bens e liberdade das pessoas.

Discute a recente regulamentação da matéria pelo Conselho Federal da OAB e a necessidade de desenvolvimento de manuais e certificações sobre boas práticas para a advocacia investigativa, além de sugerir a criação de uma lei que amplie as prerrogativas da defesa. O texto também destaca a disparidade entre os direitos da acusação e da defesa, questionando o entendimento de que a investigação deveria ser uma função exclusiva do Estado e de que o advogado teria o dever de reportar suas descobertas às autoridades, ressaltando que isso contraria as prerrogativas da advocacia.

Além disso, o artigo menciona a legitimidade da investigação defensiva à luz de normas internacionais e constitucionais, indicando que o processo penal brasileiro deve evoluir para garantir uma defesa mais robusta, afastando-se do modelo inquisitório predominante, e reconhecendo o papel da advocacia na preservação de direitos e garantias fundamentais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Investigação defensiva: poder-dever da advocacia e direito da cidadania", de Aury Lopes Jr., Alexandre Morais da Rosa e Gabriel Bulhões.

  • Importância da Investigação Preliminar: Discussão sobre a relevância da investigação preliminar no contexto criminal e suas implicações, como a possibilidade de restrição de bens e liberdade.
  • Regulamentação da Advocacia Investigativa: Análise do projeto de regulamentação da atividade investigativa da advocacia pelo Conselho Federal da OAB e suas implicações para a prática jurídica.
  • Prerrogativas da Advocacia: Debate sobre a necessidade de criação de manuais de boas práticas, certificação específica e legislação que amplie as prerrogativas da advocacia na investigação defensiva.
  • Desigualdade na Atuação da Defesa: Reflexão sobre a disparidade de armas entre acusação e defesa no sistema penal brasileiro, explorando a atuação da polícia e do Ministério Público.
  • Dever de Reportar aos Órgãos Competentes: Discussão sobre a confusão acerca do dever do advogado de reportar suas diligências às autoridades e a defesa das prerrogativas profissionais.
  • Direitos do Cidadão e Investigação Defensiva: Exame do papel da investigação defensiva como garantia dos direitos do cidadão e um recurso necessário para a equidade no processo penal.
  • Legislação e Normas Internacionais: Referência a tratados e legislações que sustentam o direito à ampla defesa e a necessidade de regulamentação da investigação defensiva.
  • Criminalização da Advocacia Criminal: Preocupações sobre tentativas de criminalizar práticas preventivas da advocacia e a importância da regulamentação adequada.
  • Experiência Internacional: Comparações com práticas de outros países que apontam a importância da investigação defensiva para garantir a paridade de armas no processo penal.
  • Impulsão da Investigação Defensiva: Identificação de eventos e iniciativas que promovem a discussão e o conhecimento sobre a prática da investigação defensiva no Brasil.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim
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Gabriel BulhõesAdvogado Criminalista. Head do projeto plataforma ETHOSBrasil.org. Autor do livro: Manual Prático de Investigação Defensiva: um novo paradigma na advocacia criminal brasileira (EMais). Vice-Presidente da Comissão Nacional de Investigação Defensiva do CFOAB. Presidente da Comissão Nacional de Investigação Defensiva da ABRACRIM. Professor de Pós-graduações. Mestrando em Ciências Criminais pela PUC/RS. Pós-graduado em Ciências Criminais pela UCAM/RJ e em Direito Penal Econômico pelo IBCCRIM/Universidade de Coimbra.

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