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Artigos Conjur – Callegari e Fontenele: Criminologia midiática e reflexos no processo

ARTIGO

Callegari e Fontenele: Criminologia midiática e reflexos no processo

O artigo aborda a criminologia midiática e seus impactos corrosivos no Processo Penal brasileiro, destacando como essa forma de conhecimento, baseada no senso comum e no sensacionalismo, distorce a percepção pública sobre a criminalidade. Os autores, André Luís Callegari e Marília Fontenele, argumentam que a criminologia midiática reduz questões complexas a narrativas simplificadas, alimentando um discurso punitivista que compromete direitos fundamentais e a eficácia do sistema penal. Além di...

André Callegari
26 abr. 2020 43 acessos
Callegari e Fontenele: Criminologia midiática e reflexos no processo

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a criminologia midiática e suas repercussões no Processo Penal brasileiro, apresentando uma crítica à forma como a mídia influencia a percepção pública sobre a criminalidade e os direitos fundamentais.

Os autores discutem a dinâmica de poder midiático que distorce a compreensão da criminologia acadêmica, resultando em um discurso sensacionalista que ignora a complexidade das questões criminais e promove um discurso de medo. Falam também sobre a criação de um imaginário coletivo que transforma o Processo Penal em um instrumento de dominação, prejudicando garantias legais e favorecendo um modelo punitivista. Além disso, é explorada a diferença entre o conhecimento acadêmico e o senso comum, destacando a alienação causada pela mídia, que simplifica problemas complexos em narrativas de 'mocinhos contra bandidos'.

Os autores alertam para os riscos de uma erosão das garantias processuais, ressaltando a necessidade de resistir à lógica midiática que tende a transformar o Processo Penal em um espetáculo, onde princípios e normas são ignorados em nome da eficiência. Eles concluem que repensar a aplicação do Processo Penal é essencial para preservar os direitos e liberdades individuais em uma sociedade democrática.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Criminologia midiática e seus reflexos no processo penal brasileiro" de André Luís Callegari e Marília Fontenele.

  • Instrumento de Contenção: A importância do Processo Penal como meio de proteção dos direitos fundamentais e contenção do poder estatal.
  • Crítica à Criminologia Midiática: A análise do discurso midiático que distorce questões criminais e reduz a complexidade a narrativas simplistas de "mocinhos versus bandidos".
  • Impacto da Mídia no Imaginário Coletivo: A influência do discurso midiático na formação de uma opinião pública tendenciosa que mina garantias processuais.
  • Conflito entre Ciência e Sensacionalismo: O abismo entre a criminologia acadêmica e a percepção popular impulsionada pela mídia sensacionalista.
  • Pânico Moral e Criação de Inimigos: A construção de "folkdevils" e como isso alimenta um pânico moral na sociedade.
  • Processo Penal do Espetáculo: A transformação do Processo Penal em uma narrativa maniqueísta, onde a justiça é apresentada em termos simplificados e emocionais.
  • Interferência no Princípio da Legalidade: A distorção das garantias fundamentais em prol de uma justiça imediata e punitiva.
  • Críticas ao Hiperpunitivismo: A ascensão de uma lógica punitivista que ignora alternativas como reparação e tratamento.
  • Desafios à Proteção das Garantias Individuais: A urgência de repensar práticas jurídicas que estão se tornando obsoletas por conta da pressão midiática.
  • Erosão do Processo Penal: A necessidade de resguardar o Processo Penal como um mecanismo de contenção do poder punitivo diante da lógica moldada pela mídia.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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André CallegariAdvogado Criminalista, professor titular do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP/Brasília), doutor em direito pela Universidad Autónoma de Madrid e com estudos pós-doutorais na mesma Universidade. É, ainda, doutor honoris causa pela Universidade Autónoma de Tlaxcala, México, e doutor honoris causa pelo Centro Universitário del Valle de Teotihuacan, também no México. Autor de diversos artigos e livros na área do Direito Penal.

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