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Artigos Conjur – Como se procede o arquivamento no novo modelo

ARTIGO

Como se procede o arquivamento no novo modelo

O artigo aborda o novo modelo de arquivamento no Código de Processo Penal (CPP), que se divide em duas fases: uma manifestação formal do Ministério Público seguida de comunicação aos envolvidos e, em seguida, a homologação do arquivamento. Destaca a importância do controle pelo Juiz das Garantias e a necessidade de fundamentação robusta para a continuidade da ação penal, além da controvérsia sobre o arquivamento tácito. Os autores fornecem uma análise crítica e atualizada das implicações dess...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
10 jan. 2020 35 acessos
Como se procede o arquivamento no novo modelo

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda o processo de arquivamento no novo modelo do Código de Processo Penal (CPP), detalhando duas fases principais: na primeira fase, o representante do Ministério Público manifesta-se pelo arquivamento, comunica formalmente a vítima e os investigados sobre a possibilidade de recurso em 30 dias; na segunda fase, após as comunicações, caso não haja pedido de revisão, os autos são enviados para homologação pelo Ministério Público, que pode confirmar ou divergir da decisão.

O texto também discute o controle das investigações pelo Juiz das Garantias, abordando o prazo para o arquivamento definitivo e a necessidade de revogação de prisões em caso de arquivamento. Outro ponto relevante é a crítica ao arquivamento implícito, onde a omissão do acusador em relação a elementos da investigação pode levar a debates sobre negligência ou concorrência de elementos relevantes na denúncia.

O artigo ressalta a necessidade de investigações completas antes do exercício da ação penal, destacando as possíveis repercussões no processo penal devido à nova estrutura acusatória do CPP.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Como se procede o arquivamento no novo modelo do CPP", escrito por Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Fases do Arquivamento: O procedimento de arquivamento é dividido em duas fases principais, incluindo a manifestação do Ministério Público e a comunicação formal aos envolvidos.
  • Comunicação e Prazo Recursal: O representante do Ministério Público deve comunicar a possibilidade de recurso à vítima e aos investigados, estipulando um prazo de 30 dias para a manifestação.
  • Homologação do Arquivamento: Após comunicações formais, os autos subem para homologação e podem ser confirmados ou divergidos pela Instituição do Ministério Público.
  • Controle pelo Juiz das Garantias: O Juiz das Garantias deve ser comunicado sobre o andamento e arquivamento das investigações, favorecendo um controle mais rigoroso sobre as ações do Ministério Público.
  • Efeito do Prazo: O arquivamento definitivo só ocorre após certificação da ausência de recurso voluntário, marcando a importância do prazo de revisão.
  • Mecanismo de Controle Ideológico: As novas regras impõem umfeito de que membros do Ministério Público não possam agir diretamente com o Juiz de primeiro grau, exigindo análise mais aprofundada dos casos.
  • Arquivamento Implícito: A omissão do acusador em relação a condutas criminosas ou participação de terceiros pode gerar uma discussão sobre arquivamento tácito e sua validade.
  • Requisitos de Investigação: Para o exercício da ação penal, a investigação deve estar completa, evitando decisões precipitadas ou baseadas em investigações incompletas.
  • Impacto na Prática Penal: A estrutura acusatória e as novas normas trazem repercussões significativas no processo penal, desafiando os operadores do direito a um maior rigor e responsabilidade em sua atuação.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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