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Artigos Conjur – A regra do artigo 479 do CPP e o adiamento dos julgamentos

ARTIGO

A regra do artigo 479 do CPP e o adiamento dos julgamentos

O artigo aborda a trajetória e implicações do artigo 479 do Código de Processo Penal (CPP) no rito do Tribunal do Júri, destacando a exigência de que documentos e objetos sejam juntados aos autos com pelo menos três dias de antecedência do julgamento. Os autores discutem a inadequação desse prazo, que pode levar ao adiamento dos julgamentos, tornando-se um entrave na fluidez processual e na contraprova das partes. A análise crítica destaca a necessidade de reformulação dessa norma para garant...

Daniel Avelar, Rodrigo Faucz
28 ago. 2021 58 acessos
A regra do artigo 479 do CPP e o adiamento dos julgamentos

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a análise da regra estabelecida pelo artigo 479 do Código de Processo Penal (CPP), que determina a apresentação de documentos no Tribunal do Júri com pelo menos três dias úteis de antecedência, trazendo à tona diversas questões jurídicas relacionadas, como: (1) a contagem regressiva de prazos em dias úteis e sua aplicação prática nos julgamentos; (2) a necessidade de intimação da parte contrária com a mesma antecedência mínima, considerando a possibilidade de intimação em prazos inferiores; (3) a interpretação do artigo 479 e suas implicações no adiamento de julgamentos, destacando que a exigência pode levar a um ciclo de adiamentos; (4) a crítica ao prazo de três dias como inadequado para a cientificação da parte contrária, sugerindo que ele deve valer apenas para a juntada de documentos, e não para a ciência da parte adversa; (5) a comparação entre a redação atual e anterior do CPP, para evidenciar que o legislador buscou evitar que atrasos de intimação inviabilizassem o julgamento; e (6) a necessidade de aprimorar o rito do júri, propondo um prazo mais razoável para a apresentação de documentos, que permita a intimação adequada, evitando injustiças e a chance de nulidades processuais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "A regra do artigo 479 do CPP e o adiamento dos julgamentos no Tribunal do Júri", escrito por Rodrigo Faucz e Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

  • Exceção à Regra Geral do CPP: A regra do artigo 479 do CPP limita a apresentação de documentos durante o julgamento no Tribunal do Júri, exigindo a juntada com três dias úteis de antecedência.
  • Contagem de Prazos: Discussão sobre a contagem do prazo para juntada de documentos, considerando a possibilidade de prazos regressivos em dias úteis e sua implicação no andamento dos julgamentos.
  • Intimação da Parte Adversa: Necessidade de ciência da parte contrária com três dias de antecedência, e as dificuldades práticas de cumprimento dessa exigência.
  • Impacto no Julgamento: O adiamento do julgamento pode ser necessário para respeitar os prazos do artigo 479, levando à possibilidade de prejuízos processuais e entropia no andamento dos casos.
  • Interpretação da Lei: Divergências na interpretação do artigo 479 do CPP, com propostas para que o prazo se refira apenas à juntada de documentos e não à notificação da parte contrária.
  • Práticas no Tribunal do Júri: Discussão sobre a necessidade de aprimoramento das práticas de juntada de documentos no rito do Júri e a importância de evitar adiamentos e nulidades.
  • Propostas de Melhoria: Sugestões para a elaboração de um prazo mais razoável para juntada e cientificação de documentos, considerando o uso de ferramentas eletrônicas.
  • Complexidade dos Casos: Considerações sobre a análise documental em casos complexos e a necessidade de maior tempo para garantir o direito à contraprova.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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